Não sei o que fazer. Parece que tudo vai correr mal. Parece que de repente nada pode melhorar. Tudo o que havia era bom, era razoável e queria-se melhor. Agora tudo parece ter só a possibilidade de piorar. Aquilo que, ainda que a muito custo, parecesse garantido, deixa de ser agora para mim. Não sei mais que rumo vou tomar. Não sei mais que caminhos me vão aparecer para percorrer, não sei mais com o que posso contar. Não sei sequer se me sinto bem. Não sei se deveria. Ainda não caí ao fundo, mas pensar que estou na esquininha do poço, já inclinada para cair, e apenas presa à cintura por um fio muito fino e fraco, leva-me a crer que a qualquer momento posso cair. Qualquer momento, na realidade, pode ser não um segundo, mas sim uma questão de dias ou poucos meses. Mas nem tudo são lamúrias. Já me virei cuidadosamente para trás, presa nesse fio, e tentei engrossá-lo com os recurso que tenho. Tentei enfortecê-lo. Por agora ainda não notei nenhuma diferença. Continuo a sentir-me presa pela mesma intensidade com que o fraco fio me segurava. Resta saber se há diferença depois na sua consistência. Será que no momento em que a gravidade não perdoar mais e me puxar fortemente para baixo aquele fio ainda terá resistência para me manter segura? É isso que eu não sei. Não sei se a minha tentativa de me salvar terá servido para alguma coisa ou se terá sido em vão. Pelo menos, enquanto o fiz, distraí-me aqui no alto deste poço. Mas e se o fio não tiver mesmo mais força e eu cair? Não há mais ninguém aqui que me possa dar a mão para que eu me mantenha ao nível normal e não me afunde poço abaixo. Eu não quero ir para lá, porque lá o espaço é muito pequeno. Não dá para eu crescer, não dá para me movimentar, não dá para fazer uma vida normal. Uma vez caindo lá, será muito difícil atingir a superfície. O ar cada vez cobre mais os poços com as poeiras que vagueiam por aí. Ficarei coberta à medida que o tempo passe e só me restará limitar-me à minha pobre condição de existência sem objectivo. Não quero chegar a esse ponto. E porque é que a vida me há-de dar tantos ‘nãos’ sem me conceder nenhum ‘sim’? Não justificarei este texto. De forma nenhuma. De nenhuma forma que esta palavra possa ser interpretada. Este texto serve-se de si só. Tem as respostas em si, ainda que escondidas nas próprias palavras. E quanto ao seu formato, deixai-o ser irregular e assimétrico, pois irregular é também o futuro que aí virá e são também as minhas dúvidas e os meus pensamentos. Deixai que este aglomerado transpareça aquilo que é. Assim mesmo, irregular, não objectivo, não claro. E em tudo isto se resume o que transcrevi do meu pensamento para um papel digital com, ironicamente, letras perfeitas.Quanto a mim, aqui presa por este fio, ainda não posso contar o fim, porque nem eu sei como será.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Selecciona e e tornarás as cores mais esperançosas
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Se me imagino sem ti?Na imaginação tudo é possível e, de facto, já tive experiência de viver sem ti. Portanto, tenho ideia de como é, mas, sinceramente, agora não sei bem como seria.Isso foi antes de te conhecer. Neste momento conheço-te e, embora seja possível imaginar-me sem ti, isso é complicado, e se tal acontecesse seria como se me faltasse algo muito importante, de grande valor. Se não te tivesse conhecido, não sentiria isso e até podia viver sem ti tão, mas tão bem, que é estranho pensar que agora isso não me faz tanto sentido. Pensar que te quero comigo para o resto da vida, que és tu quem eu quero ao meu lado a fazer parte da minha vida é practicamente o mesmo que pensar que no futuro quero exasperadamente e com toda a certeza ter boa saúde, ter dinheiro para comer e para manter uma casa, coisas essenciais para se viver, ou seja, tu és essencial para mim.Manter uma boa cabeça faz parte do que se pretende para uma vida sã, alegre e satisfatória. Eu não teria agora o mesmo rendimento psicológico sem ti. Se me falhasse de agora para sempre a tua presença tudo abalaria sobre mim sem que por isso houvesse algum terramoto ou qualquer outra catástrofe. O que aconteceria a todo o amor que tenho dentro de mim por ti? O que iria fazer a todo este sentimento? Traduzi-lo nalgum tipo de arte? Conduzi-lo para outros sentimentos e canalizá-los para um caminho de ajuda a quem precisasse? Seria isso possível? Por muito que fosse fazer uso dessa força interior para algo bom que me fizesse sentir bem por algum motivo, continuaria a existir a tua falta. Continuariam a faltar as palavras que só a ti te diria, os olhares que só contigo trocaria, os abraços que só teus me confortariam, a voz que de forma especial e verdadeira me diria que me amavas, as mãos que só nas tuas bailariam de forma intensa como acontece por vezes, a companhia que só tu me poderias dar ao adormecer na nossa cama, ...O que quero dizer é que eu tenho a certeza que és a pessoa que quero que me acompanhe em tudo desde que nos conhecemos em diante, que não consigo conceber a ideia de vir a ter outro companheiro que não sejas tu, que quero ser feliz ... contigo.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Jinga-joga amorosa
Tudo o que sempre quis,
O respeito,
O conceito de carinho,
Um bocadinho de atenção,
Um coração para me amar
E guardar com afeição
Todo o sentimento que tenho,
TU.
Uma palavra amiga,
Um olhar terno,
Uma mão na barriga,
Um compromisso eterno,
Um beijo intenso,
Demorado,
Do qual não me canso
E quero mais um bocado,
O toque entre as mãos,
O raspar das nossas impressões,
O bater de dois corações
Arrebatam-me com sensações.
Quero que tudo isto dure,
Perdure
E não doa demasiadas vezes
Pois tudo tem os seus avessos.
Desejo-te feliz, comigo, para sempre. Amo-te.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
QUERO TOCAR-TE
Adorava poder tocar-te,
Saber de cor qualquer contorno ,
Manusear-te tão facilmente como se fosses um pequeno adorno.
Faz-me falta limpar a mente,
Embalada, encantada,
Quase que adormecida
Numa sonolência consciente,
Num ritmo criado pelas minhas mãos dementes.
Num improviso nunca imaginado,
Quero soltar o que tiver cá dentro
Que não saiba como expulsar,
Fazer da paragem um medo
E não parar de te tocar.
Ouvir tudo o que tiveres p’ra me dizer
Quando eu te entregar o meu sentimento.
Imagino por vezes a tua silhueta, bela,
Crio com o cérebro sons,
Esses, que tocados nela,
Me trariam bons sentimentos,
Me fariam sentir leve,
Relembrando momentos,
Imaginando outros,
Proporcionando-me uma sensação de alívio
Numa altura qualquer,
Afogada por alguma emoção
À qual não me queira render
E perder qualquer ponta de contentamento.
Quem me dera aprender
A tocar tal instrumento,
Por vezes com a força dos meus impulsos
E outras levemente,
Sem que me sinta como um recluso
Sem distracção, sem liberdade.
Quero soltar tudo
Com a verdade
Que a arte traz consigo
E sentir que estou perante um amigo
Para me abrir
E dizer tudo o que sinto,
Não em palavras
Mas sim em toques ritmados
Que o meu próprio coração conduziria
Tão naturalmente
Quanto luzidia cai tanta água
sábado, 23 de julho de 2011
TOURADAS! - A minha opinião
A tourada é um espectáculo (não espectacular) tradicional de Portugal, Espanha e França e também bastante comum em alguns países da América Latina: México, Colômbia, Perú, Venezuela e Guatemala.
O Mundo muda. As gerações mudam. As pessoas mudam. Isto, de forma muito generalizada. A forma como o Homem caçava para se alimentar mudou. A forma como o Homem se vestia mudou (tantas e tantas vezes e ainda hoje está sempre em constante renovação). As actividades do Homem mudaram. A mentalidade do Homem mudou. Nem tudo o que outrora fora um hábito o continua a ser hoje.
Já existiu uma era em que só havia reis. Agora poucos há. Já existiu uma época em que reis, nobres e alta burguesia se enfartavam até mais não e faziam necessidades algures para poderem voltar a encher a ‘pança’. Já houve pessoas a serem enforcadas, rodeadas por montes de gente que gritava e aplaudia de alegria por ver acontecer aquele acto que, muitas vezes, se incidiu sobre inocentes. Já houve ditadura neste país! Ninguém podia dar a sua verdadeira opinião sobre o Estado porque poderia haver algum ‘chibo’ a mando de Salazar que andasse disfarçado (tal como os civis da polícia) e, se o comentário fosse negativo poderia custar uma série de vergastadas no corpo e muitas outras coisas... No dia 25 de Abril de 1974, tal como toda a gente sabe, acabou-se aquilo que para uns era bom e para muitos outros era mau. Actualmente há liberdade a mais e, ao mesmo tempo, não há liberdade nenhuma porque facilmente um magnata qualquer põe um processo sobre uma pessoa que, coitada, tenha tido a infelicidade de mal-dizer desse Senhor Doutor e que tenha “ferido danos morais”.
Com tudo isto, parecendo ou não que estou a fugir ao tema, só quero alertar para uma coisa. A vida não é imutável. Muita coisa muda e, como tal, há tradições que já deixaram de existir. Algumas delas até que nem deveriam ter-se extinguido. Mas há outras que, não podemos ser como os cavalos (sem ofensa alguma), ou seja, não podemos pôr umas palas nos olhos e ver só numa direcção. Temos que ver tudo. E tudo é:
A vida não é só feita de tradições.
As tradições são uma importante referência de tudo aquilo que caracteriza uma sociedade.
Porém, há coisas que, conforme mudam os tempos, vão-se tendo novas formas de avaliar situações iguais e, deste modo, há algumas ideias que vão mudando com o tempo.
Então, vejamos, as touradas são uma enorme tradição, sim senhor. É uma práctica muito adorada e defendida por muita gente mas também, pelo contrário, muito criticada negativamente por outros.
Eis as minhas críticas. Não gosto que matem os animais ou que os golpeiem fazendo-os sofrer por pura vaidade! Porque é o que aquilo é. A tourada pretende dignificar os toureadores e os cavalos mostrando a sua valentia e coragem. Mas qual quê? Então e irem por-se à frente de uns tigres ou de uns leões ou outro animal igualmente perigoso e poderoso? Sem armas! Digam-me “Tu também comes carne, também matam os animais e às vezes nalguns sítios de formas muito cruéis.” Eu respondo “Comer é uma coisa. Os animais comem-se todos uns aos outros, trata-se de uma cadeia alimentar. É uma coisa completamente normal. Lá por termos mais inteligência e sermos racionais não faz com que não sejamos um animal que se alimenta de outros como todos os outros fazem! Agora, andar a ferir os animais para mostrar valentia e coragem? Por prazer de ver tal espectáculo fazendo o animal sofrer? Isso não! E eu sei que há outros sítios onde matam muito mais cruelmente animais para nada, mas eu também não disse que concordava com isso!”
Há um outro aspecto que faz algumas ou muitas pessoas (não sei) defenderem a arte tauromáquica, que é o facto de ser devido a esta práctica que ainda se mantém viva a espécie dos touros... Minha gente, preferiam que vos dessem muitas colherzinhas de fermento para crescerem e depois serem açoitados? Aliás, há uns anos, eu mudaria o fim desta frase para “e depois serem mortos num espectáculo cheio de gente hipócrita ou burra a bater palmas?” Eu, muito sinceramente, peço desculpa se firo os sentimentos de alguém por dizer estas coisas. Sei que muita gente não tem esta adoração pelas touradas por mal, mas tenham dó, parem para pensar realmente em tudo o que cá está envolvido. Guardem as fotografias, os vídeos, peças e objectos relacionados com as touradas e acabem lá com isto! Terão sempre memórias desta tradição e poderão mostrá-la a toda a gente. Contudo, mostrem evolução. Já não há lugar para gastos nesta práctica que de nada serve ao nosso povo. Façam um ou mais museus. Guardem tudo, mas não mantenham esta práctica. Antes acabar a espécie, de que viver sem fundamento nenhum, sem ser livre. É a minha opinião mais sincera. Deixem a vossa também.
domingo, 17 de julho de 2011
Auto-destruição
A vida não é perfeita para ninguém. Enquanto uns têm aquilo que se designa por 'tudo' mas não têm a verdadeira felicidade devido à inexistência de afectos verdadeiros, outros têm esse requisito mas sofrem pela falta de bens materiais essenciais à sobrevivência.
Por fim, mas não menos importantes, há aqueles que nada têm... e raros são os que conseguem alcançar uma felicidade completa neste mundo.
O Humano é um ser fraco, muito dependente de alguns factores que nos rodeiam, muito susceptível à ruptura, muito ligado à psicologia. Somos o animal mais fraco à face da Terra porque não sabemos usar tudo aquilo que temos à nossa disposição.
Uma pessoa qualquer que erre constantemente e tenha noção disso, raramente aceita assumi-lo e sente raiva de quem faça o correcto por não conseguir ter a mesma força de vontade, por ser fraco e... assim... cada vez mais se enterra na sua própria existência ridícula. Isso torna a pessoa mais e mais revoltada, bruta. No entanto, esta pessoa poderia ter muitas capacidades de se apreciar, mas que lhe resta fazer se a fraqueza é tanta e quando os próprios humanos fazem com que este mundo não dê a possibilidade de as pessoas reconstruírem a sua vida?
E de entre todos os animais, assim o Humano é o menos forte, porque nenhum outro animal se enfraquece tanto emocionalmente como nós, nem tem sentido de vergonha, de desilusão, de vingança. Nós não. Somos a espécie que, apesar de toda a inteligência, se torna o mais vulnerável a toda a face da Terra pela sua característica especial que o distingue de tantos outros seres vivos.
Às vezes, quando temos vontade de errar mas não conseguimos controlar essa vontade, ao sermos confrontados com isso, ficamos irritados, não podemos suportar que nos mostrem a realidade que já conhecemos, não queremos que deiam conta desse nosso fracasso e, por isso, tornámo-nos agressivos para com os outros e entramos definitivamente naquilo que nunca desejaríamos ser.
Há diversos problemas no mundo dos humanos.
Os drogados (drogis), por exemplo, ou os alcoólicos (alkis) são-nos por essa mesma fraqueza. Tudo o que os leva àquele estado imundo de não conseguirem controlar as suas acções são vivências duras, más, tristes, marcantes.
Uma família rica, com luxo, sem falta de nada, mas com falta do essencial, do amor. Pais e mães completamente abstraídos dos filhos, da necessidade de afecto, de educação, de amizade que normalmente deveriam ser os pais a oferecer.
Mães completamente distorcidas com relação a essa designação, mais preocupadas com a beleza, com as quequéticas amizades de caracácá, com as tendências de moda a que elas mesmas se impõem sem um pingo de personalidade própria, as festas de ricaços mimados que não conhecem a real vida.
Pais que só querem saber de dinheiro e mulheres, de carros e jogos, bebidas refinadas das quais se fazem grandes entendidos sem perceber uma gota sequer. São apenas homens e mulheres com fraca mentalidade.
Não são pais nem mães.
E os seus descendentes... esses ou se tornarão no mesmo porque é o único e mais forte exemplo que têm presente constantemente no seu dia-a-dia ou, pelo contrário, sentirão grande irritação depois de grande tristeza. Um sentimento terrível invade-lhes o peito, sentem uma grande energia dentro do corpo cuja única forma de libertar parece ser agressivamente. Perante várias questões que os fazem odiar cada vez mais a sua situação sentem que terão de expulsar todos os maus sentimentos que residem neles e a forma de o conseguirem é fazer algo de errado. Ultrapassar-se. Agir de forma rápida, quase que instintivamente. E é aqui que muitas vezes se inicia um longo caminho psicológico que, na realidade, pode durar poucos anos até acabar em morte. Uma vez, duas vezes, ... até aqui tudo não passa disso, mas o facto de as situações se manterem as mesmas conduz à sensação de incapacidade de as ultrapassar.
Ou se muda o rumo ou nos resignamos à condição de sempre e, com isso, iniciamos um ciclo vicioso. Aquelas que terão sido duas vezes pontuais, tornar-se-ão num hábito, uma frequência de actos que os ajudem a libertar todos os problemas.
Rir, ficar calmo, ficar extasiado ou completamente sonolento... são escolhas possíveis. Basta dinheiro para comprar umas porcarias inúteis que são como pessoas hipócritas. Não nos livramos de nada definitivamente, é apenas um estado de espírito de momentos que não dura nem um dia.
Rapidamente o organismo se habitua a esse ciclo e cada vez se quer mais para obter as mesmas sensações que outrora pouca quantidade de droga ou álcool conseguiria provocar para amenizar tanta angústia. Este é um dos lados, uma das formas de chegar a tal ponto.
Outro lado é o da pobreza. Essa condição de vida que amargura muitos pais e, consequentemente, também os filhos assim que ganham consciência. A falta de um pai ou de uma mãe. A morte de um destes elementos que leva a que uma família fique completamente desamparada... Uma mãe que sobrevive e que necessita de trabalhar mais do que nunca para tentar manter o mínimo do que tinha antes da tragédia.
Os filhos, acabam por ficar de certa forma abandonados enquanto esta mãe se debate por umas moedas ou notas a mais. Para alguém nestas condições a pior coisa será deixar os filhos sem alimentação, sem um tecto e por isso luta para não perder essa dignidade mínima. Os filhos, contudo, sentem falta da sua presença, mas, ainda por outro lado, essa ausência é sinónimo de maior liberdade. Essa liberdade não habitual pode não ter mal algum. Mas tudo é uma questão de tempo.
E passado esse tempo, já se quer tentar algo diferente. Conhece-se alguém e começa-se a ter companhias que não eram até então muito frequentes... Rapidamente nos vemos em situações diferentes. Aprendemos coisas novas, queremos coisas novas.
Mais tarde, o que julgávamos ser apenas algumas vezes, torna-se numa necessidade, nalgo que queremos manter ou apenas sentimos que tem de se manter. Mas aí, já nada nos será dado. Porque já não são apenas algumas vezes pontuais. E começamos a ter de arranjar forma de sustentar o próprio vício. Em casa não há dinheiro. Começa-se por se pedir e a evolução da técnica é mais ou menos vender alguns objectos insignificantes, roubar, prostituir-se.
Tudo porque o que era apenas uma situação controlável, se descontrolou. E nunca mais se consegue voltar atrás. Aí ficam esses miseráveis, nas ruas. Completamente badalhocos, imundos, sem vontade alguma de ser igual aos outros, raivosos. Conscientes de que foram eles mesmos que quiseram seguir aquele caminho. Conscientes de que apesar de tudo, antes de se sentirem realmente 'adictos' poderiam ter desistido mas simplesmente não foram fortes para enfrentar os seus problemas Conscientes de que se permitiram chegar àquele estado. Completamente derrotados por míseras substâncias hipócritas. Nada mais cruel do que se sentir obrigado a quebrar o mínimo de respeito por si próprio.
Hoje assim, amanhã já mais qualquer coisa porque a necessidade vai aumentando e há que, consequentemente, angariar mais dinheiro. Os sonhos não passam de sonhos e a miséria, essa, passa a ser mortal.
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