Quero-te imensamente, com toda a força que tenho contida dentro de mim. Sabes aquela força que existe dentro de cada um de nós e que não se nota quando tudo está bem? E...inesperadamente, quando a alma sente a necessidade de expulsar de dentro de si aquela energia enorme que consome interiormente o corpo e soltamos admiração em tudo e todos, superamo-nos como que se largássemos um murro electrificante que permanece no sentimento como o eco da nossa voz numa gruta. É com essa força que te amo. E quando tudo está bem, quando as ondas sonoras são tão perfeitas nessa harmonia solta pelo ar, eu tenho essa força guardada comigo, cá dentro, e transporto em quantidade igual todo o meu carinho. Quando o som que vagueia no céu está turbulento e desafinado...essa força transporta-se para um outro canal, mais agitado, incapaz de conceber o facto de as coisas não correrem sempre bem e aí...aí sinto um mal-estar porque não quero estar aborrecida com o calor que torna o meu açúcar em caramelo. Só quero estar de bem contigo. Sempre, sempre e sempre. E quando me fazes falta, o meu peito está regredido e os ombros descaídos para a frente como se não houvesse aquela brisa que me liberta e me desperta. Hoje senti a tua falta.Ly
terça-feira, 12 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Isto que sinto é bom... Foste tu que me fizeste escrever e... foi também o som de piano que oiço. Simplesmente tu e a música fizeram uma dupla que me levou a tocar no meu teclado. Escrevo como se estivesse a fazer um ritmo qualquer, como se estivesse a tocar... e no fundo são apenas as pontas dos meus dedos a bater nas letras certas num compasso comandado pelo meu cérebro. Em apenas uns segundos li as tuas palavras de há umas poucas horas e, como que preenchendo um espaço qualquer que estivesse agora necessitado de ocupação, senti um conforto grande do teu sentimento que gerou isto.
Obrigada por em tantos momentos me causares estas boas sensações, por me trazeres um estado de espírito calmo, sereno, apaixonado, feliz, ...
És muito especial para mim.
(...)
_
Obrigada por em tantos momentos me causares estas boas sensações, por me trazeres um estado de espírito calmo, sereno, apaixonado, feliz, ...
És muito especial para mim.
(...)
_
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Coincidências ou "Ligações Fortes"?
Coincidências são coisas que acontecem por acaso, ocorrências simultâneas ou semelhantes em diferentes alturas...é mais ou menos isto.
Se estivermos muito atentos, a vida pode ser um poço de coincidências, mesmo que nem sempre nos dêmos conta delas. Há quem não acredite em coincidências e prefira crer que nelas existe algo mais profundo, mais longínquo, algo que não está ao nosso alcance. E há quem prefira acreditar exactamente no contrário. Eu...hmm, deixemos p'ra mais tarde...
O que dizer de um telefonema de um familiar que vive longe quando nesse preciso momento se referiu a sua longa ausência ou saudade?
O que dizer de uma moeda de 10 cêntimos que se achara no chão quando precisávamos exactamente dessa quantia para juntar ao que já tínhamos para poder comprar uma coisa qualquer?
O que dizer de uma pessoa que nos aparece mesmo quando estávamos a falar ou a pensar nela?
São apenas uns meros exemplos. Mas não é desses que venho falar. Esses podem acontecer todos os dias a variadas pessoas.
O engraçado e duvidoso é o que há cerca de um ano e tal tem vindo a acontecer-me e tudo porque encontrei a pessoa que é das mais importantes na minha vida.
Considero como 1ª coincidência termos andando na mesma escola, nunca nos termos conhecido enquanto lá andamos e vir-mo-nos a conhecer depois por, erradamente, termos ido para o mesmo curso escolar no ensino secundário. Mas e agora?
Depois disto...nunca eu teria imaginado que fosse dar de caras com tantas coincidências, mas tantas foram que nem me lembro agora de todas, o que é uma pena! (e é capaz de ter uma certa graça e ser motivo de desconfiança, infelizmente) :(
Porém, vejamos as que me lembro.
Esta pessoa, nomeadamente este rapaz, é de signo Peixes e eu, desde pequenina, tenho um peluche que guardo com muita afeição e que é nada mais, nada menos do que um peixe. E posso dizer que em pequena tive muitos peluches que não sei onde param e nem sequer me lembro deles (à excepção de um outro de que gostava muito e fico triste por não o ter ainda); ou seja, de todos eles "sobreviveu" um peixe...que coincidência. Já agora, segundo me lembro, tive de dispensar esses peluches porque sou alérgica a coisas muito felpudas que possam ganhar facilmente pó.
Ora bem, falando no seu signo (algo que está relacionado com a data de nascimento) passo a um outro caso. Ele faz anos num dia 23 e uns tempos depois de eu saber esta data, a minha mãe, curiosamente, oferece-me um casaco com o nº 23 em grande na parte da frente...coincidência ah?... (não, ela ainda não sabia dessa data, por isso não foi propositado)
Outras coincidências entretanto em diferentes dias (algumas vezes apenas) eram dizer as mesmas coisas ao mesmo tempo, como ainda actualmente nos vai acontecendo de longe a longe.
Querem mais coincidências?...ambos tínhamos um amigo próximo chamado Márcio, a mãe dele chama-se Rosa Maria, assim como uma tia minha. Ele próprio chama-se Pedro Miguel e eu tenho dois primos (um do lado da mãe e outro do lado do pai) com igual nome. Os algarismos das nossas datas de nascimento dão ambas o resultado 3 tal como podeis confirmar: eu 30-04-1994, ele 23-02-1994 -> 3+0+0+4+1+9+9+4=30->3+0=3 e 2+3+0+2+1+9+9+4=30->3+0=3.
E é assim, isto pode parecer esquisito, do tipo, ok? Mas ela não tem mais nada que fazer? Foi-lhe dar p'ra somar os números que correspondem a cada uma das letras dos nomes dela e do rapaz para ver se o resultado coincidia? Eu respondo: "Hmm, não foi bem assim...! xD A explicação para isto está no facto de nos terem ocorrido muitas coisas destas, só coincidências e mais coincidências e então, algum dia quis contrariar estas coincidências e pensei «vou fazer isto assim-assim e de certeza que não vai dar igual, quer dizer, também...porra, já seria muita coincidência» e...bem, afinal algumas coisas até coincidiram e esta foi uma delas.
Já agora, posso dizer que há uma data que nos é especial (não digo porquê, porque isso seria estar a falar demais e eu não quero de maneira nenhuma contar tudo não acham? mas não pensem no pior/melhor xD) e cujos nºs somados tbm dá o resultado 3 em cada uma das partes _/_/_. Coincidência de novo?
Uau. De facto, espantam-me tantas coincidências (isto contando com as que sei que já ocorreram mas que não me lembro concretamente [muito] infelizmente!).
Assim, o que eu acho é que mesmo que possam ter sido coincidências a mais, não passam disso mesmo. Já a pessoa com quem partilho tantas coin. (tou farta de dizer e escrever esta palavra) acha o contrário e sempre que há uma nova diz "Estás a ver! Queres mais ainda? Como é possível não acreditares com tanta coisa sempre a acontecer? Tu ainda não acreditas?" e pois...lamento xD não acredito, é verdade.
Eu acho apenas que quando estamos demasiado apegados a algo ficamos atentos a todos os pormenores, quando gostamos muito de algo ou de alguém, mesmo sem querer, reparamos em coisas nas quais habitualmente não daríamos conta tão facilmente. Basta procurarmos e acharemos decerto nalguma tentativa uma coincidência que seja. Eu não acredito em forças divinas, duvido, pelo menos. Também não creio em futuros predefinidos, previsíveis nem predestinados. Por isso, continuo a levar tudo isto como sendo apenas curiosas coincidências que a vida nos proporciona, não fosse ela uma esfera de surpresas e acontecimentos variados.
E vocês? Acreditam que as coincidências querem dizer algo mais do que apenas o que são? Terão algo a dizer-nos ou terão algum significado? Deixa a tua opinião e eu ficarei agradecida pela tua partilha. ;)
Se estivermos muito atentos, a vida pode ser um poço de coincidências, mesmo que nem sempre nos dêmos conta delas. Há quem não acredite em coincidências e prefira crer que nelas existe algo mais profundo, mais longínquo, algo que não está ao nosso alcance. E há quem prefira acreditar exactamente no contrário. Eu...hmm, deixemos p'ra mais tarde...
O que dizer de um telefonema de um familiar que vive longe quando nesse preciso momento se referiu a sua longa ausência ou saudade?
O que dizer de uma moeda de 10 cêntimos que se achara no chão quando precisávamos exactamente dessa quantia para juntar ao que já tínhamos para poder comprar uma coisa qualquer?
O que dizer de uma pessoa que nos aparece mesmo quando estávamos a falar ou a pensar nela?
São apenas uns meros exemplos. Mas não é desses que venho falar. Esses podem acontecer todos os dias a variadas pessoas.
O engraçado e duvidoso é o que há cerca de um ano e tal tem vindo a acontecer-me e tudo porque encontrei a pessoa que é das mais importantes na minha vida.
Considero como 1ª coincidência termos andando na mesma escola, nunca nos termos conhecido enquanto lá andamos e vir-mo-nos a conhecer depois por, erradamente, termos ido para o mesmo curso escolar no ensino secundário. Mas e agora?
Depois disto...nunca eu teria imaginado que fosse dar de caras com tantas coincidências, mas tantas foram que nem me lembro agora de todas, o que é uma pena! (e é capaz de ter uma certa graça e ser motivo de desconfiança, infelizmente) :(
Porém, vejamos as que me lembro.
Esta pessoa, nomeadamente este rapaz, é de signo Peixes e eu, desde pequenina, tenho um peluche que guardo com muita afeição e que é nada mais, nada menos do que um peixe. E posso dizer que em pequena tive muitos peluches que não sei onde param e nem sequer me lembro deles (à excepção de um outro de que gostava muito e fico triste por não o ter ainda); ou seja, de todos eles "sobreviveu" um peixe...que coincidência. Já agora, segundo me lembro, tive de dispensar esses peluches porque sou alérgica a coisas muito felpudas que possam ganhar facilmente pó.
Ora bem, falando no seu signo (algo que está relacionado com a data de nascimento) passo a um outro caso. Ele faz anos num dia 23 e uns tempos depois de eu saber esta data, a minha mãe, curiosamente, oferece-me um casaco com o nº 23 em grande na parte da frente...coincidência ah?... (não, ela ainda não sabia dessa data, por isso não foi propositado)
Outras coincidências entretanto em diferentes dias (algumas vezes apenas) eram dizer as mesmas coisas ao mesmo tempo, como ainda actualmente nos vai acontecendo de longe a longe.
Querem mais coincidências?...ambos tínhamos um amigo próximo chamado Márcio, a mãe dele chama-se Rosa Maria, assim como uma tia minha. Ele próprio chama-se Pedro Miguel e eu tenho dois primos (um do lado da mãe e outro do lado do pai) com igual nome. Os algarismos das nossas datas de nascimento dão ambas o resultado 3 tal como podeis confirmar: eu 30-04-1994, ele 23-02-1994 -> 3+0+0+4+1+9+9+4=30->3+0=3 e 2+3+0+2+1+9+9+4=30->3+0=3.
E é assim, isto pode parecer esquisito, do tipo, ok? Mas ela não tem mais nada que fazer? Foi-lhe dar p'ra somar os números que correspondem a cada uma das letras dos nomes dela e do rapaz para ver se o resultado coincidia? Eu respondo: "Hmm, não foi bem assim...! xD A explicação para isto está no facto de nos terem ocorrido muitas coisas destas, só coincidências e mais coincidências e então, algum dia quis contrariar estas coincidências e pensei «vou fazer isto assim-assim e de certeza que não vai dar igual, quer dizer, também...porra, já seria muita coincidência» e...bem, afinal algumas coisas até coincidiram e esta foi uma delas.
Já agora, posso dizer que há uma data que nos é especial (não digo porquê, porque isso seria estar a falar demais e eu não quero de maneira nenhuma contar tudo não acham? mas não pensem no pior/melhor xD) e cujos nºs somados tbm dá o resultado 3 em cada uma das partes _/_/_. Coincidência de novo?
Uau. De facto, espantam-me tantas coincidências (isto contando com as que sei que já ocorreram mas que não me lembro concretamente [muito] infelizmente!).
Assim, o que eu acho é que mesmo que possam ter sido coincidências a mais, não passam disso mesmo. Já a pessoa com quem partilho tantas coin. (tou farta de dizer e escrever esta palavra) acha o contrário e sempre que há uma nova diz "Estás a ver! Queres mais ainda? Como é possível não acreditares com tanta coisa sempre a acontecer? Tu ainda não acreditas?" e pois...lamento xD não acredito, é verdade.
Eu acho apenas que quando estamos demasiado apegados a algo ficamos atentos a todos os pormenores, quando gostamos muito de algo ou de alguém, mesmo sem querer, reparamos em coisas nas quais habitualmente não daríamos conta tão facilmente. Basta procurarmos e acharemos decerto nalguma tentativa uma coincidência que seja. Eu não acredito em forças divinas, duvido, pelo menos. Também não creio em futuros predefinidos, previsíveis nem predestinados. Por isso, continuo a levar tudo isto como sendo apenas curiosas coincidências que a vida nos proporciona, não fosse ela uma esfera de surpresas e acontecimentos variados.
E vocês? Acreditam que as coincidências querem dizer algo mais do que apenas o que são? Terão algo a dizer-nos ou terão algum significado? Deixa a tua opinião e eu ficarei agradecida pela tua partilha. ;)
quarta-feira, 29 de junho de 2011
As tuas...
essas que cobrem de sobra as ténues mãos que me pertencem.
Essas que têm as impressões digitais no seu formato único
que embalam as minhas num doce acariciar.
Aquelas que se passeiam no meu rosto de vez em quando e que anseiam dizer mil palavras num só toque.
essas que cobrem de sobra as ténues mãos que me pertencem.
Essas que têm as impressões digitais no seu formato único
que embalam as minhas num doce acariciar.
Aquelas que se passeiam no meu rosto de vez em quando e que anseiam dizer mil palavras num só toque.
A minha pele...esta por onde se abrem esporos
que me libertam do calor,
que me libertam do calor,
recebe o teu afecto sem se emocionar.
Possuis um calor que não repele e não faz o meu corpo chorar.
Adoro a forma como estas duas personagens se tornam animadas ao tocar-se.
Deixam de ser apenas uns meros constituintes do nosso corpo
e fazem com que sintamos a força do nosso sentimento
em simples gestos.
Gosto muito de ti.
Gosto muito de ti.

Se eu pudesse apenas sonhar que te tenho aqui ao meu lado de cada vez que adormeço, isso sim seria um sonho :3
Abraça-me. ABRAÇA-ME e nunca me deixes ir. Quero permanecer nesse momento eternamente.
Abraça-me sim com força, mas deixa-me voar...no teu interior.
Quero-te muito.
sábado, 11 de junho de 2011
Para ti, Diogo
Amizade - Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles. (Adam Parfrey)
Olá querido amigo,
Quero para já dizer que esta não é uma carta de Adeus. Escrevo esta carta porque não quero deixar passar em branco todo o sentimento que tenho por ti. Vais partir para longe (considerando que não é assim com tanta facilidade que podemos deslocar-nos de um local ao outro, como se fosses apenas mudar de freguesia ou de concelho) e eu sei que tão cedo não nos veremos, mas espero muito sinceramente voltar a ver-te e conversar pessoalmente contigo. Eu sei que te pode parecer um pouco desnecessário deixar-te isto (que espero que guardes “religiosamente”) mas quero mesmo deixar escrito aquilo que acho de ti e o quão importante foste e és para mim. Conhecemo-nos no 8º ano e eu nunca pensei que viesse a ficar tão triste por te perder de vista. Só no 9º ano nos começamos a conhecer melhor e o culminar de uma amizade tão grande viria a cumprir-se no 10º. Agora, prestes a passar para o 12º, vejo-me a “perder” um amigo que muita falta me faz. Há quatro anos lectivos que convivo contigo e este tempo foi o bastante para considerar que foste o melhor amigo que alguma vez tive. Todos os dias que passamos juntos contribuíram para esta enorme consideração que te tenho. Decerto que ainda te lembras do dia em que o meu pai te pregou um pequeno ralhete por me puxares a mochila enquanto atravessávamos a rua... Que ironia relembrar que o meu pai não tinha apreciado nada o que viu e me disse que não gostava muito que andasse com colegas assim, pois com o tempo isso foi contrariado. Cada vez me fui dando mais contigo, sendo mais próxima e por conseguinte nos tornámos os bons amigos que hoje somos. Tenho muita estima por esta amizade e considero que talvez nunca te tenha dado tanto como tu me deste a mim. Nunca nenhum amigo conseguiu aquilo que consegues tantas vezes, arrancar de mim um sorriso. É incrível que, esteja eu triste ou zangada e não querendo sorrir, tu consigas ou com um olhar ou com uma palavra, fazer-me sorrir, por vezes até de forma rasgada. És um bom companheiro e é fácil de se conversar contigo. Mesmo sobre coisas que não sei, nunca me chamaste burra e sempre te dispuseste a explicar-me e falar sobre coisas das quais não estou a par. Tu integras as pessoas, não as afastas. Por vezes, quando não sabia se estava bem vestida e se estaria parola, pedia-te uma opinião, mas tu nunca ma deste. Dizes que não ligas a essas coisas e para ti as pessoas estão sempre bem vestidas, não interessa o que estejam a usar. Para uma rapariga qualquer fútil isto poderia constituir um “defeito”, mas, no meu caso, atribuo-lhe um valor positivo que me marca e faz gostar muito da tua pessoa. Afastas os pensamentos negativos, pões as pessoas à vontade, esqueces pormenores que não são realmente importantes e fazes com que nos sintamos pessoas com valor e o que interessa é a companhia. Sempre me esclareceste dúvidas que tinha sobre diversas matérias quando soubeste. Sempre esperaste por mim quando fosse preciso em diversas situações, assim como eu por ti. Há coisas simples que nunca me sairão da cabeça, como aquelas poucas vezes em que ao nos separarmos no caminho para casa cantarolávamos a música do James Blunt “Goodbye my lover, goodbye my friend. You have been the one, you have been the one for me”, e as vezes em que me tiraste algumas dúvidas ou me relembraste matéria de matemática durante o caminho casa-escola e escola-casa, nem as tuas fabulosas imitações d’Os Gato Fedorento, nem os teus minutos de parvoíce, nem a forma como consegues ganhar a toda a gente o jogo do sério visto que és capaz de estar imenso tempo sem piscar os olhos e sem te rires façam o que fizerem à tua frente, nem o facto de tirares as pelezinhas dos lábios com os dedos, ao contrário de mim, que tiro com os dentes,... Sim, é aqui que se vê como é tão bonita a amizade porque é cheia de coisas simples, mas boas. Coisas que naquele momento podem ou não ter grande importância, mas que nunca se esquecem.
Em coisas insignificantes é que um verdadeiro amigo se avalia.
(Camilo Castelo Branco)
(Camilo Castelo Branco)
Sabes que mais? Quem tem amigos como tu só pode ser amado e amar. Eu afirmo que te amo como tua amiga que sou, porque amar é tudo aquilo que ambos vivemos juntos, é a partilha. Não se diz só que se ama um namorado ou os pais ou os irmãos. Amor é um sentimento bom e forte que se nutre por outra pessoa devido àquilo que é interiormente, fazendo-nos ter um carinho especial e querer o Bem para aquela pessoa. Por isso, sem exagero, digo aquilo que nunca disse a nenhum amigo, é que te amo. Não me esquecerei de todas as manhãs que caminhei ora ao teu lado, ora à tua frente, ora atrás de ti no caminho para a escola, em que umas vezes íamos calados a ouvir música e outras vezes íamos a conversar sobre diversos assuntos. Nunca me esquecerei das tuas caretas ou das vezes em que, sem nada fazeres, me ria largamente sem motivo aparente. Toda esta cumplicidade, toda esta amizade foi para mim muito especial e é por isso que fico muito triste com esta mudança da tua família. Desejo que esta carta não seja a última lembrança minha depois da tua partida pois não quero perder-te o rasto. Espero que fiques bem na tua nova casa, que evoluas muito e te tornes nalgo bom que queiras. Se eu tiver sido importante para ti não me esqueças porque eu também não te esquecerei. Obrigada por tudo, de verdade. Um grande abraço amigo. Até qualquer dia.
As pessoas realmente ligadas não precisam de ligação física. Quando se reencontram, mesmo depois de muitos anos afastados, sua amizade é tão forte quanto sempre.
(Deng Ming-Dao)
(Deng Ming-Dao)
terça-feira, 3 de maio de 2011
Tu...F_ _ _ _ _
Não fujas de mim. Por favor, tu, tão desejado, não me deixes na sombra do dia, porque me sentirei deslocada da normalidade. Leva-me avante, sempre acompanhando o teu antecessor. E este, que me seja feliz e me traga prosperidade para que assim sejas meu.
Não me deixes no Passado, Futuro.
domingo, 1 de maio de 2011
Tenho uma pergunta a fazer...
Sabes? Se não sabes, quero dizer-te que és parte de mim. E essa parte que és de mim, é uma muito importante, porque é daquelas que mais quero preservar. És das partes de mim pelas quais darei tudo para nunca perder custe o que custar.
És uma parte que é várias partes. És a chave que abre o meu coração; és o espelho que me vê seja de qual for a forma que eu me apresente à sua frente, pois é nele que me quero ver reflectida e é ele aquele que escolho para me ver quando não tiver a certeza de que estou bem; és a parte que me ouvirá muitas vezes em desabafos meus e és a parte que eu quero ouvir no meu pensamento ou através dos ouvidos; és a parte que me dá conforto; és a parte que me dá conselhos; és a parte que me activa as hormonas do positivismo; és a parte que me faz seguir em frente, mas que também me faz parar no tempo; és a parte que me dá coisas que eu não tenho e a parte que me deixa retribuir com o que eu posso dar que te esteja em falta. És então a parte que me completa e eu não quero ficar sem ela porque querê-lo seria cantar metade de uma canção. Por isso, mantém-te unido a mim como que de mãos dadas mesmo à distância, pois assim seguiremos de certeza o mesmo caminho e eu posso ser completa .
És uma parte que é várias partes. És a chave que abre o meu coração; és o espelho que me vê seja de qual for a forma que eu me apresente à sua frente, pois é nele que me quero ver reflectida e é ele aquele que escolho para me ver quando não tiver a certeza de que estou bem; és a parte que me ouvirá muitas vezes em desabafos meus e és a parte que eu quero ouvir no meu pensamento ou através dos ouvidos; és a parte que me dá conforto; és a parte que me dá conselhos; és a parte que me activa as hormonas do positivismo; és a parte que me faz seguir em frente, mas que também me faz parar no tempo; és a parte que me dá coisas que eu não tenho e a parte que me deixa retribuir com o que eu posso dar que te esteja em falta. És então a parte que me completa e eu não quero ficar sem ela porque querê-lo seria cantar metade de uma canção. Por isso, mantém-te unido a mim como que de mãos dadas mesmo à distância, pois assim seguiremos de certeza o mesmo caminho e eu posso ser completa .
Obrigada.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Rodapé
De entre alguns significados apenas um se desmistifica desenhando-se no emaranhado de estradas cilíndricas que possuo na cabeça.
Quero lá saber das pequenas notas esclarecedoras que aparecem na TV ou numas folhas quaisquer. E que interesse haverá numas simples abas cortinadas que pendem das bordas de uma cama até ao pavimento, só porque se movem quando o vento as toca? Elas não o sentem, nem nada sentem por ele, não vivem. Eu vivo.
Cheguei. Cheguei ao local da estrada cilíndrica que pretendia.
Ao cabo desse pedaço de madeira, no fundo dessa parede esquinada, espero encontrar-te. Sabes porque não quero saber das tais notas esclarecedoras? Porque...
Basta eu me sentir forte para descobrir tudo aquilo que necessito conhecer...e...”que tem isto a ver?” tu perguntas. Eu digo-te que conhecer-te é aquilo que me traz mais força, é este o meu porquê.
Eu não preciso daquelas notas porque, conhecendo-te tão bem, ah e como eu gosto daquilo que sei... , não tenho falta de qualquer esclarecimento. Só olhar p’ra ti, digas tu o que disseres, o que não disseres, eu sei sem ter lido qualquer nota de rodapé.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Outro eu
Tentar dar a alguém uma face diferente daquela que temos no momento é difícil. É quase como tentar que um espelho falhe a sua função de "reproduzir" a imagem que se encontra à sua frente. É uma mentira não falada, mas espelhada no nosso rosto, uma mentira do olhar. Uma mentira em que por vezes olhar para o lado ajuda num momento de fraqueza, no qual, olhando nos olhos de outra pessoa não se conseguiria esconder a verdade. É escrever a muito custo aquilo que sabemos que não é de todo o que estamos a sentir. É quase como ser actor. Há uns segundos, infelizmente, tive de ser actriz.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Traição
Apercebi-me de algo (não que o tenha atingido por uma experiência própria de acto), é de que é possível trair mesmo amando alguém, mas tudo depende da força interior que a pessoa tem.
Não é por acaso que uma pessoa vive uma vida (quase) inteira com outra e depois de ela morrer encontra outra e volta a amar e a ser feliz (nem sempre, mas existem muitos casos destes). Isso acontece porque de facto há um determinado número de pessoas no mundo que podem satisfazer os nossos gostos, aquilo que apreciamos em alguém; mas, para que não haja traição, o que se tem a fazer é, das duas uma,
se sentirmos que somos frágeis e que nos podemos apaixonar por alguém (à parte do nosso amor por uma pessoa) ao ponto de nos sentirmos tentados a trair o nosso parceiro/a, então não devemos conhecer muito a fundo certas e determinadas pessoas que a gente veja que pode gostar;
mas se temos plena consciência que sabemos separar bem isso e que mesmo que algum dia tenhamos essa tentação sabemos resistir-lhe, então aí tudo bem. Pode-se conhecer novas pessoas e até ter novos amigos, sempre com aquela resistência interior de nos lembrarmos que há alguém que amamos, que chegou primeiro, que não queremos magoar, que não gostaríamos que nos fizesse o mesmo. E lembrarmo-nos de tudo o que está para trás e da falta que essa pessoa nos faz, o quão importante é. Então aí há um amor fiel e sem traições.
Mas bom, acredito que isto seja ainda apenas a minha ideia de prematura idade. Talvez ainda nem a metade do meu percurso de vida tenha chegado para poder dizer isto. Por isso, dou tudo isto que aqui disse como uma mera ideia e não uma afirmação clara de conhecimento.
Mas bom, acredito que isto seja ainda apenas a minha ideia de prematura idade. Talvez ainda nem a metade do meu percurso de vida tenha chegado para poder dizer isto. Por isso, dou tudo isto que aqui disse como uma mera ideia e não uma afirmação clara de conhecimento.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Porque és tão especial
- O que viste em mim para gostar de mim? nhão tenho nhada de especial...
- Tens...Tens muita coisa de especial,
Porque me fazes sentir amada, querida,
Porque aconteça o que acontecer no meu dia
Quando estou contigo estou bem
E sorrio mesmo que haja tristeza interior por alguma coisa
És a pessoa que quero e necessito ter ao meu lado quando estou mal
Nos piores momentos, mesmo que gostemos muito dos nossos amigos
É como se os pudéssemos dispensar
Ou como se fosse indiferente
O que quer que fosse que eles fizessem
Para nos tentar fazer sentir melhor,
Mas contigo
Isso não é assim.
É amor,
Porque amo os meus pais
E quando estou mal,
Quando uma criança está mal,
Apesar de se calhar os pais não conseguirem fazer nada
É como se a presença deles melhorasse alguma coisa
E contigo, não sendo uma relação de progenitor,
É um amor diferente
De cumplicidade,
De carinho,
De união,
De entendimento,
Inter-ajuda...
Tudo junto
Em olhares,
Em toques,
Em palavras...
E tudo isto é o que sinto por ti.
E é querer-te bem
E que nada de mal te aconteça
Acima de qualquer circunstância.
É isso que tens de especial
Gostares tanto de mim e fazeres-me gostar tanto de ti
E eu saber que posso confiar nesse sentimento.
Continuas a achar que não tens nada de especial? :3
Dá-me...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Amor à primeira vista? (Love at first sight?)
Certamente não é este um tema de que nunca tenham, pelo menos, ouvido falar. Não é algo que nunca tenha acontecido na cena de alguns filmes. Não é também algo que não tenha opiniões diversas e por isso, decidi publicar a minha OPINIÃO sobre este assunto (a qual apoio a 100% sem margem para dúvidas que é a correcta, digam-me o que disserem!).
Portanto, recapitulando, é sobre 'amor à primeira vista' que irei explanar.
Em primeiro lugar, para se afirmar que existe amor num primeiro contacto com alguém é preciso saber o que é o AMOR. Posto isto, será o amor uma atracção física? Somente isso não! Nunca. Nem metade da percentagem lhe pertence, digo eu.Agora eu pergunto, quando vemos pela primeira vez alguém, qual é a única coisa que vemos? O seu exterior. Até podemos ficar com uma ideia de como a pessoa poderá ser interiormente e essa ideia, quem sabe, até poderá estar certa, mas trata-se de um mero acaso.
Eu não vou desenvolver muito o que é (para mim) o amor pois já o fiz num outro texto aqui do blog, mas, o que posso dizer é que para amar alguém é preciso conhecê-la muito bem. Muito bem mesmo. E agora alguém pode pensar "Então e quando alguém ama alguém e depois vem a descobrir que essa pessoa só lhe mentia e que na verdade nunca a chegou a conhecer verdadeiramente?". Não é muito difícil de responder. Para amar temos de conhecer, mas, a pessoa não sabe que o Outro não é assim como faz parecer aos olhos de outrém, logo, a pessoa ama 'aquilo' que pensa conhecer. Na verdade, se conhecer o verdadeiro âmago do Outro, poderá deixar de o amar pois as novas características que lhe são atribuídas não satisfazem o ser da pessoa podendo até desiludi-la. Assim, penso que está claro que a minha opinião quanto a este assunto é de que o amor não existe num primeiro contacto visual com o Outro. Amar é muito mais profundo, vai muito mais além do que aquele primeiro olhar cúmplice, do que aquela aparência atractiva e desejável, do que aquela simpatia inicial. Vai muito mais além disso tudo. Vai ao âmago do Outro. É conhecer bem a outra pessoa, gostar do que conhece na sua maioria (não significa que seja na totalidade, pois quem ama verdadeiramente consegue ver também os lados menos bons do Outro). Amar é querer estar com aquela pessoa o tempo todo e isso significa apenas saber que a presença do Outro está ali. Quer seja físicamente, num momento a sós ou acompanhados, quer seja à distância mas ouvindo a sua voz ou mesmo vendo. É querer o bem para o Outro. Amar é ser generoso, muitas vezes mais do que connosco próprios.
Se amar é tudo isto, como pode haver amor à primeira vista? Simplesmente não há. Nunca, em qualquer geração. E digo isto porque, para mim, nada tem a ver com as novas ou antigas gerações. O conceito do amor não alberga algo tão objectivo quanto isso. Portanto, aqui o problema é algumas (ou muitas) pessoas confundirem Amor com Atracção que posteriormente CALHA de até dar em amor. É isto. É isto que as pessoas confudem por ignorância ou esquecimento...talvez falta de pensamento. Por pouco pensarem as pessoas nas coisas, não há agora outros Einsteins, Newtons, Aristóteles, Darwins e por aí fora...Ou não. Às vezes pensar demais também não é bom. «Tudo o que é demais, é moléstia.» Mas, se eu digo tudo isto aqui, se as pessoas têm opiniões, é porque pensam. Já dizia Descartes "Eu penso, logo existo.". Eu existo e toda a gente existe. Façam dessa existência uma verdadeira existência. Questionem. Abram horizontes. Vejam o âmago das coisas. Não existe amor à primeira vista. Mas pode existir uma atracção numa primeira vez que se vê alguém e, mais tarde, depois de conhecer essa pessoa, essa atracção tornar-se num sentimento mais forte e inabalável - o amor.
Portanto, recapitulando, é sobre 'amor à primeira vista' que irei explanar.
Em primeiro lugar, para se afirmar que existe amor num primeiro contacto com alguém é preciso saber o que é o AMOR. Posto isto, será o amor uma atracção física? Somente isso não! Nunca. Nem metade da percentagem lhe pertence, digo eu.Agora eu pergunto, quando vemos pela primeira vez alguém, qual é a única coisa que vemos? O seu exterior. Até podemos ficar com uma ideia de como a pessoa poderá ser interiormente e essa ideia, quem sabe, até poderá estar certa, mas trata-se de um mero acaso.
Eu não vou desenvolver muito o que é (para mim) o amor pois já o fiz num outro texto aqui do blog, mas, o que posso dizer é que para amar alguém é preciso conhecê-la muito bem. Muito bem mesmo. E agora alguém pode pensar "Então e quando alguém ama alguém e depois vem a descobrir que essa pessoa só lhe mentia e que na verdade nunca a chegou a conhecer verdadeiramente?". Não é muito difícil de responder. Para amar temos de conhecer, mas, a pessoa não sabe que o Outro não é assim como faz parecer aos olhos de outrém, logo, a pessoa ama 'aquilo' que pensa conhecer. Na verdade, se conhecer o verdadeiro âmago do Outro, poderá deixar de o amar pois as novas características que lhe são atribuídas não satisfazem o ser da pessoa podendo até desiludi-la. Assim, penso que está claro que a minha opinião quanto a este assunto é de que o amor não existe num primeiro contacto visual com o Outro. Amar é muito mais profundo, vai muito mais além do que aquele primeiro olhar cúmplice, do que aquela aparência atractiva e desejável, do que aquela simpatia inicial. Vai muito mais além disso tudo. Vai ao âmago do Outro. É conhecer bem a outra pessoa, gostar do que conhece na sua maioria (não significa que seja na totalidade, pois quem ama verdadeiramente consegue ver também os lados menos bons do Outro). Amar é querer estar com aquela pessoa o tempo todo e isso significa apenas saber que a presença do Outro está ali. Quer seja físicamente, num momento a sós ou acompanhados, quer seja à distância mas ouvindo a sua voz ou mesmo vendo. É querer o bem para o Outro. Amar é ser generoso, muitas vezes mais do que connosco próprios.
Se amar é tudo isto, como pode haver amor à primeira vista? Simplesmente não há. Nunca, em qualquer geração. E digo isto porque, para mim, nada tem a ver com as novas ou antigas gerações. O conceito do amor não alberga algo tão objectivo quanto isso. Portanto, aqui o problema é algumas (ou muitas) pessoas confundirem Amor com Atracção que posteriormente CALHA de até dar em amor. É isto. É isto que as pessoas confudem por ignorância ou esquecimento...talvez falta de pensamento. Por pouco pensarem as pessoas nas coisas, não há agora outros Einsteins, Newtons, Aristóteles, Darwins e por aí fora...Ou não. Às vezes pensar demais também não é bom. «Tudo o que é demais, é moléstia.» Mas, se eu digo tudo isto aqui, se as pessoas têm opiniões, é porque pensam. Já dizia Descartes "Eu penso, logo existo.". Eu existo e toda a gente existe. Façam dessa existência uma verdadeira existência. Questionem. Abram horizontes. Vejam o âmago das coisas. Não existe amor à primeira vista. Mas pode existir uma atracção numa primeira vez que se vê alguém e, mais tarde, depois de conhecer essa pessoa, essa atracção tornar-se num sentimento mais forte e inabalável - o amor.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Tristeza Feliz de Uma Adolescente
Aqui, em qualquer lado da casa, vou vagueando no espaço, intercalando obrigações e sentimentos, olhando para tudo à minha volta, dando um pouco de mim àqueles que precisam e, no entanto, dando exactamente muito pouco. Não sei o que se passa. Tento iniciar uma procura neste motor de busca mental, mas derreto-me em lágrimas quentes por incapacidade de encontrar as respostas que procuro. Adolescência. Muito provavelmente é esta a chama envolvente e ardente que me enche a cabeça de coisas que eu não sei. Sofro sem ter pelo que sofrer, choro sem ter uma cebola em frente aos meus olhos lacrimejantes. Não tenho fome, não tenho vontade de fazer nada e ao mesmo tempo tenho vontade de fazer tudo. De ser feliz, de soltar a voz reluzente para uns ouvidos quaisquer, de movimentar o meu corpo de forma harmónica em jeito de exprimir o âmago da minha alma, de esticar os meus lábios em direcção às minhas bochechas, de oferecer o que tenho p'ra dar ajudando a minha família nas tarefas frequentes do dia-a-dia. Quero fazer planos para o amanhã. Quero ter força. Quero saber o que será bom para o futuro. Sinto como se estivesse perdida. Como se tudo o que ando a fazer seja pura e complicadamente em vão. E se eu chegar lá à frente, àquela altura... e ...
Eu não quero. Eu não suporto a ideia de fazer tudo em vão e chegar apenas a um patamar que não pedia um caminho tão longo.
Mas eu sei que não é só por isto que verto lágrimas constante e inesperadamente a qualquer altura. Há mais algo. Tento suster esta pequena porção de água e outros componentes que tentam chegar ao meu lado exterior, mas nem sempre tem efeito. E teimo comigo mesma para descobrir o que me faltará, o que estará mal. Porém não consigo ver através desse vidro. Não sei como, mas parece que lá foi parar uma folha de alumínio tão bem colada que só me vejo a mim mesma. É por isso que não consigo encontrar a resposta. Não consigo vê-la. Só me vejo a mim mesma exteriormente, embora quisesse ver o outro lado. Como esse vidro se terá tornado num espelho eu não sei. Se pudesse, retirava essa folha cinzenta que lá foi parar.
Tristeza feliz. Tenho uma tristeza feliz porque, no fundo, de que sofro eu? Quantos milhões de pessoas não estão neste momento a sofrer a vivo sofrer?! E eu aqui nesta futilidade meia compreensível que foi trazida pela idade. Mas há que ultrapassar. Por isso escrevo desenfreadamente tentando acompanhar com a escrita as minhas ideias para soltar esta trama. E alivio-me...
A certa altura, começo a olhar para o meu texto, não só como um desabafo sofrido, mas como uma obra de expressão para leitura de qualquer um e em que se pode denotar todas as metáforas e contradições que muito facilmente me foram saindo devido à intensidade com que soltei o meu interior. E no fim, tudo são apenas...palavras.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Irrita-me
Às vezes olho para as raparigas e não me identifico como sendo uma delas. Há determinadas situações que me irritam...Porquê inferiorizarmo-nos? Mas o pior é que o fazem inconscientemente. Imaginem algo que habitualmente é de fácil domínio por parte dos rapazes, mas difícil para as raparigas. Todas as coisas, para
serem bem feitas, necessitam de treino e práctica. Passando a um exemplo concreto...se os próprios rapazes que conseguem dominar muito bem uma bola fazem treinos, porque hão-de ser as raparigas especiais ao ponto de não precisarem de treinar? E dizem elas indignadas mas com ar de riso como se aquilo fosse uma
mera brincadeira: "Nós não queremos estar a fazer uns simples passes", "Os rapazes estão a fazer uma coisa mais divertida!", "Que seca!", "Nós queremos é jogar à bola...fazer jogo e não estar aqui a fazer só passes...". Será que estas ignorantes já repararam que o exercício que os rapazes estavam a fazer era
bem mais complicado do que o que nos foi mandado? Mas será que aquelas coisas irritantes e convencidas não se aperceberam que se nem conseguem sequer passar uma bola em condições, muito menos conseguiriam fazer o exercício que os rapazes se encontravam a fazer? Já agora, a actividade deles era não só de passe mas também de manobra e colocação de bola. Estavam dois a três rapazes de cada lado, em campos curtinhos, divididos com uma mesa no meio. O objectivo era passarem a bola para o campo adversário por cima da mesa e tentarem que estes não conseguissem enviar a bola para o campo contrário. Upss... pois é... não tinham ainda reparado bem nisso, pois não? O exercício deles era mais difícil. Exigia não só saber passar uma bola, como também manobrá-la bem, saber receber, saber colocar a bola no campo adversário, tudo isso. E o vosso exercício meninas? Qual era? Passarem a bola umas para as outras e nem isso conseguiam fazer bem. Por amor de Deus! Eu, que até sou agnóstica, vejo-me obrigada a chamar por "Ele". É que indigna tanto ver coisas destas. Ainda assim, foi-vos feita a vontade. E então, que é desse jogo? Chuta-se com mais força do que é necessário para o tamanho que o campo tem, faz-se um passe e a seguir já é pretexto para um abanar de ancas e mais uma cantarolada. Aquilo parece tudo uma brincadeira! E eu pronto... tenho que me sujeitar a parecer tão estúpida como elas porque fala a voz da maioria. Eu não quero dizer que "vocês não prestam, não sabem fazer nada, eu sou melhor e por vossa causa passo por não saber". Nada disso. Quanto a jogar futebol não me posso contentar em dizer tal coisa porque não é verdade. Não sou das piores, mas também não jogo propriamente bem. O que me distingue é que, pelo menos, tenho a humildade em assumir que não sou boa nessa variante do desporto e não me importava de fazer uns meros passes ainda que parecesse ridículo fazer algo aparantemente simples (e que o é) e que não era tão entusiasmante, mas... paciência. Se tinha de ser porque não sabíamos fazer melhor, que assim fosse. Olhando para o campo, mesmo não sendo eu a fazer aquelas figuras, era como se fosse. eu sou rapariga, vocês são raparigas. Só me passava pela cabeça VER-GO-NHA. Pensava: "Que raio é aquilo?!" , "O que é que elas estão para ali a fazer??" "Enfim."
serem bem feitas, necessitam de treino e práctica. Passando a um exemplo concreto...se os próprios rapazes que conseguem dominar muito bem uma bola fazem treinos, porque hão-de ser as raparigas especiais ao ponto de não precisarem de treinar? E dizem elas indignadas mas com ar de riso como se aquilo fosse uma
mera brincadeira: "Nós não queremos estar a fazer uns simples passes", "Os rapazes estão a fazer uma coisa mais divertida!", "Que seca!", "Nós queremos é jogar à bola...fazer jogo e não estar aqui a fazer só passes...". Será que estas ignorantes já repararam que o exercício que os rapazes estavam a fazer era
bem mais complicado do que o que nos foi mandado? Mas será que aquelas coisas irritantes e convencidas não se aperceberam que se nem conseguem sequer passar uma bola em condições, muito menos conseguiriam fazer o exercício que os rapazes se encontravam a fazer? Já agora, a actividade deles era não só de passe mas também de manobra e colocação de bola. Estavam dois a três rapazes de cada lado, em campos curtinhos, divididos com uma mesa no meio. O objectivo era passarem a bola para o campo adversário por cima da mesa e tentarem que estes não conseguissem enviar a bola para o campo contrário. Upss... pois é... não tinham ainda reparado bem nisso, pois não? O exercício deles era mais difícil. Exigia não só saber passar uma bola, como também manobrá-la bem, saber receber, saber colocar a bola no campo adversário, tudo isso. E o vosso exercício meninas? Qual era? Passarem a bola umas para as outras e nem isso conseguiam fazer bem. Por amor de Deus! Eu, que até sou agnóstica, vejo-me obrigada a chamar por "Ele". É que indigna tanto ver coisas destas. Ainda assim, foi-vos feita a vontade. E então, que é desse jogo? Chuta-se com mais força do que é necessário para o tamanho que o campo tem, faz-se um passe e a seguir já é pretexto para um abanar de ancas e mais uma cantarolada. Aquilo parece tudo uma brincadeira! E eu pronto... tenho que me sujeitar a parecer tão estúpida como elas porque fala a voz da maioria. Eu não quero dizer que "vocês não prestam, não sabem fazer nada, eu sou melhor e por vossa causa passo por não saber". Nada disso. Quanto a jogar futebol não me posso contentar em dizer tal coisa porque não é verdade. Não sou das piores, mas também não jogo propriamente bem. O que me distingue é que, pelo menos, tenho a humildade em assumir que não sou boa nessa variante do desporto e não me importava de fazer uns meros passes ainda que parecesse ridículo fazer algo aparantemente simples (e que o é) e que não era tão entusiasmante, mas... paciência. Se tinha de ser porque não sabíamos fazer melhor, que assim fosse. Olhando para o campo, mesmo não sendo eu a fazer aquelas figuras, era como se fosse. eu sou rapariga, vocês são raparigas. Só me passava pela cabeça VER-GO-NHA. Pensava: "Que raio é aquilo?!" , "O que é que elas estão para ali a fazer??" "Enfim."
Abraço...
"Abraço" ... uma palavra não muito grande no português, uma palavra pequena no inglês "hug" e por aí fora...
Abraço, uma palavra desconsolante, porque me dá e tira algo...dá-me a vontade de o ter, mas tira-me isso mesmo. Quero-o físicamente.
Abraço, um acto caloroso e que me enrola na imensidão de um corpo que me recebe com alma e carinho...
A certa altura já não são duas pessoas. Sente-se apenas uma. São ditas algumas coisas de grande peso durante o abraço consoante o seu aperto e a sua forma.
Abraço, aquele que me põe mais perto de ti e, mais do que isso, dentro de ti.
Abraço, aquele que não considero como um simples "encostar desencostado"... abraçar é sentir-te física e mentalmente. Abraçar-te é receber as palavras que emites no som de um emaranhado de palavras que tendem a passar da tua para a minha mente e vice-versa. Abraçar-te é sentir o conforto do teu corpo, sentir o teu respirar, sentir o bater do teu coração, ouvindo assim o mecanismo que é o suporte da tua vida.
Por fim, faltando ainda muito para dizer, só transmito como última frase que quero abraçar-te. domingo, 7 de novembro de 2010
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