terça-feira, 12 de julho de 2011

Quero-te imensamente, com toda a força que tenho contida dentro de mim. Sabes aquela força que existe dentro de cada um de nós e que não se nota quando tudo está bem? E...inesperadamente, quando a alma sente a necessidade de expulsar de dentro de si aquela energia enorme que consome interiormente o corpo e soltamos admiração em tudo e todos, superamo-nos como que se largássemos um murro electrificante que permanece no sentimento como o eco da nossa voz numa gruta. É com essa força que te amo. E quando tudo está bem, quando as ondas sonoras são tão perfeitas nessa harmonia solta pelo ar, eu tenho essa força guardada comigo, cá dentro, e transporto em quantidade igual todo o meu carinho. Quando o som que vagueia no céu está turbulento e desafinado...essa força transporta-se para um outro canal, mais agitado, incapaz de conceber o facto de as coisas não correrem sempre bem e aí...aí sinto um mal-estar porque não quero estar aborrecida com o calor que torna o meu açúcar em caramelo. Só quero estar de bem contigo. Sempre, sempre e sempre. E quando me fazes falta, o meu peito está regredido e os ombros descaídos para a frente como se não houvesse aquela brisa que me liberta e me desperta. Hoje senti a tua falta.  
Ly

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Isto que sinto é bom... Foste tu que me fizeste escrever e... foi também o som de piano que oiço. Simplesmente tu e a música fizeram uma dupla que me levou a tocar no meu teclado. Escrevo como se estivesse a fazer um ritmo qualquer, como se estivesse a tocar... e no fundo são apenas as pontas dos meus dedos a bater nas letras certas num compasso comandado pelo meu cérebro. Em apenas uns segundos li as tuas palavras de há umas poucas horas e, como que preenchendo um espaço qualquer que estivesse agora necessitado de ocupação, senti um conforto grande do teu sentimento que gerou isto.
Obrigada por em tantos momentos me causares estas boas sensações, por me trazeres um estado de espírito calmo, sereno, apaixonado, feliz, ...
És muito especial para mim.
(...)



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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Coincidências ou "Ligações Fortes"?

Coincidências são coisas que acontecem por acaso, ocorrências simultâneas ou semelhantes em diferentes alturas...é mais ou menos isto.
Se estivermos muito atentos, a vida pode ser um poço de coincidências, mesmo que nem sempre nos dêmos conta delas. Há quem não acredite em coincidências e prefira crer que nelas existe algo mais profundo, mais longínquo, algo que não está ao nosso alcance. E há quem prefira acreditar exactamente no contrário. Eu...hmm, deixemos p'ra mais tarde...

O que dizer de um telefonema de um familiar que vive longe quando nesse preciso momento se referiu a sua longa ausência ou saudade?
O que dizer de uma moeda de 10 cêntimos que se achara no chão quando precisávamos exactamente dessa quantia para juntar ao que já tínhamos para poder comprar uma coisa qualquer?
O que dizer de uma pessoa que nos aparece mesmo quando estávamos a falar ou a pensar nela?
São apenas uns meros exemplos. Mas não é desses que venho falar. Esses podem acontecer todos os dias a variadas pessoas.

O engraçado e duvidoso é o que há cerca de um ano e tal tem vindo a acontecer-me e tudo porque encontrei a pessoa que é das mais importantes na minha vida.
Considero como 1ª coincidência termos andando na mesma escola, nunca nos termos conhecido enquanto lá andamos e vir-mo-nos a conhecer depois por, erradamente, termos ido para o mesmo curso escolar no ensino secundário. Mas e agora?
Depois disto...nunca eu teria imaginado que fosse dar de caras com tantas coincidências, mas tantas foram que nem me lembro agora de todas, o que é uma pena! (e é capaz de ter uma certa graça e ser motivo de desconfiança, infelizmente)  :(
 Porém, vejamos as que me lembro.
Esta pessoa, nomeadamente este rapaz, é de signo Peixes e eu, desde pequenina, tenho um peluche que guardo com muita afeição e que é nada mais, nada menos do que um peixe. E posso dizer que em pequena tive muitos peluches que não sei onde param e nem sequer me lembro deles (à excepção de um outro de que gostava muito e fico triste por não o ter ainda); ou seja, de todos eles "sobreviveu" um peixe...que coincidência. Já agora, segundo me lembro, tive de dispensar esses peluches porque sou alérgica a coisas muito felpudas que possam ganhar facilmente pó.
Ora bem, falando no seu signo (algo que está relacionado com a data de nascimento) passo a um outro caso. Ele faz anos num dia 23 e uns tempos depois de eu saber esta data, a minha mãe, curiosamente, oferece-me um casaco com o nº 23 em grande na parte da frente...coincidência ah?... (não, ela ainda não sabia dessa data, por isso não foi propositado)
Outras coincidências entretanto em diferentes dias (algumas vezes apenas) eram dizer as mesmas coisas ao mesmo tempo, como ainda actualmente nos vai acontecendo de longe a longe.
Querem mais coincidências?...ambos tínhamos um amigo próximo chamado Márcio, a mãe dele chama-se Rosa Maria, assim como uma tia minha. Ele próprio chama-se Pedro Miguel e eu tenho dois primos (um do lado da mãe e outro do lado do pai) com igual nome. Os algarismos das nossas datas de nascimento dão ambas o resultado 3 tal como podeis confirmar: eu 30-04-1994, ele 23-02-1994 -> 3+0+0+4+1+9+9+4=30->3+0=3 e 2+3+0+2+1+9+9+4=30->3+0=3.

E é assim, isto pode parecer esquisito, do tipo, ok? Mas ela não tem mais nada que fazer? Foi-lhe dar p'ra somar os números que correspondem a cada uma das letras dos nomes dela e do rapaz para ver se o resultado coincidia? Eu respondo: "Hmm, não foi bem assim...! xD A explicação para isto está no facto de nos terem ocorrido muitas coisas destas, só coincidências e mais coincidências e então, algum dia quis contrariar estas coincidências e pensei «vou fazer isto assim-assim e de certeza que não vai dar igual, quer dizer, também...porra, já seria muita coincidência» e...bem, afinal algumas coisas até coincidiram e esta foi uma delas.

Já agora, posso dizer que há uma data que nos é especial (não digo porquê, porque isso seria estar a falar demais e eu não quero de maneira nenhuma contar tudo não acham? mas não pensem no pior/melhor xD) e cujos nºs somados tbm dá o resultado 3 em cada uma das partes _/_/_. Coincidência de novo?

Uau. De facto, espantam-me tantas coincidências (isto contando com as que sei que já ocorreram mas que não me lembro concretamente [muito] infelizmente!).

Assim, o que eu acho é que mesmo que possam ter sido coincidências a mais, não passam disso mesmo. Já a pessoa com quem partilho tantas coin. (tou farta de dizer e escrever esta palavra) acha o contrário e sempre que há uma nova diz "Estás a ver! Queres mais ainda? Como é possível não acreditares com tanta coisa sempre a acontecer? Tu ainda não acreditas?" e pois...lamento xD não acredito, é verdade.

Eu acho apenas que quando estamos demasiado apegados a algo  ficamos atentos a todos os pormenores, quando gostamos muito de algo ou de alguém, mesmo sem querer, reparamos em coisas nas quais habitualmente não daríamos conta tão facilmente. Basta procurarmos e acharemos decerto nalguma tentativa uma coincidência que seja. Eu não acredito em forças divinas, duvido, pelo menos. Também não creio em futuros predefinidos, previsíveis nem predestinados. Por isso, continuo a levar tudo isto como sendo apenas curiosas coincidências que a vida nos proporciona, não fosse ela uma esfera de surpresas e acontecimentos variados.

E vocês? Acreditam que as coincidências querem dizer algo mais do que apenas o que são? Terão algo a dizer-nos ou terão algum significado? Deixa a tua opinião e eu ficarei agradecida pela tua partilha. ;)




quarta-feira, 29 de junho de 2011

 As tuas...
essas que cobrem de sobra as ténues mãos que me pertencem. 
 Essas que têm as impressões digitais no seu formato único 
que embalam as minhas num doce acariciar. 
Aquelas que se passeiam no meu rosto de vez em quando e que anseiam dizer mil palavras num só toque.
A minha pele...esta por onde se abrem esporos 
que me libertam do calor,
recebe o teu afecto sem se emocionar.
Possuis um calor que não repele e não faz o meu corpo chorar.
Adoro a forma como estas duas personagens se tornam animadas ao tocar-se. 
Deixam de ser apenas uns meros constituintes do nosso corpo 
e fazem com que sintamos a força do nosso sentimento 
em simples gestos.   
Gosto muito de ti.



Se eu pudesse apenas sonhar que te tenho aqui ao meu lado de cada vez que adormeço, isso sim seria um sonho :3 




Abraça-me. ABRAÇA-ME e nunca me deixes ir. Quero permanecer nesse momento eternamente.
Abraça-me sim com força, mas deixa-me voar...no teu interior. 


Quero-te muito. 

I'll never forget...

sábado, 11 de junho de 2011

Para ti, Diogo

Amizade - Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles. (Adam Parfrey)

Olá querido amigo,
Quero para já dizer que esta não é uma carta de Adeus. Escrevo esta carta porque não quero deixar passar em branco todo o sentimento que tenho por ti. Vais partir para longe (considerando que não é assim com tanta facilidade que podemos deslocar-nos de um local ao outro, como se fosses apenas mudar de  freguesia ou de concelho) e eu sei que tão cedo não nos veremos, mas espero muito sinceramente voltar a ver-te e conversar pessoalmente contigo.  Eu sei que te pode parecer um pouco desnecessário deixar-te isto (que espero que guardes “religiosamente”) mas quero mesmo deixar escrito aquilo que acho de ti e o quão importante foste e és para mim.  Conhecemo-nos no 8º ano e eu nunca pensei que viesse a ficar tão triste por te perder de vista. Só no 9º ano nos começamos a conhecer melhor e o culminar de uma amizade tão grande viria a cumprir-se no 10º. Agora, prestes a passar para o 12º, vejo-me a “perder” um amigo que muita falta me faz. Há quatro anos lectivos que convivo contigo e este tempo foi o bastante para considerar que foste o melhor amigo que alguma vez tive.  Todos os dias que passamos juntos contribuíram para esta enorme consideração que te tenho. Decerto que ainda te lembras do dia em que o meu pai te pregou um pequeno ralhete por me puxares a mochila enquanto atravessávamos a rua... Que ironia relembrar que o meu pai não tinha apreciado nada o que viu e me disse que não gostava muito que andasse com colegas assim, pois com o tempo isso foi contrariado. Cada vez me fui dando mais contigo, sendo mais próxima e por conseguinte nos tornámos os bons amigos que hoje somos. Tenho muita estima por esta amizade e considero que talvez nunca te tenha dado tanto como tu me deste a mim. Nunca nenhum amigo conseguiu aquilo que consegues tantas vezes, arrancar de mim um sorriso. É incrível que, esteja eu triste ou zangada e não querendo  sorrir, tu consigas ou com um olhar ou com uma palavra, fazer-me sorrir, por vezes até de forma rasgada. És um bom companheiro e é fácil de se conversar contigo. Mesmo sobre coisas que não sei, nunca me chamaste burra e sempre te dispuseste a explicar-me e falar sobre coisas das quais não estou a par. Tu integras as pessoas, não as afastas. Por vezes, quando não sabia se estava bem vestida  e se estaria parola, pedia-te uma opinião, mas tu nunca ma deste. Dizes que não ligas a essas coisas e para ti as pessoas estão sempre bem vestidas, não interessa o que estejam a usar. Para uma rapariga qualquer fútil isto poderia constituir um “defeito”, mas, no meu caso, atribuo-lhe um valor positivo que me marca e faz gostar muito da tua pessoa. Afastas os pensamentos negativos, pões as pessoas à vontade, esqueces pormenores que não são realmente importantes e fazes com que nos sintamos pessoas com valor e o que interessa é a companhia. Sempre me esclareceste dúvidas que tinha sobre diversas matérias quando soubeste. Sempre esperaste por mim quando fosse preciso em diversas situações, assim como eu por ti. Há coisas simples que nunca me sairão da cabeça, como aquelas poucas vezes em que ao nos separarmos no caminho para casa cantarolávamos a música do James Blunt “Goodbye my lover, goodbye my friend. You have been the one, you have been the one for me”,  e as vezes em que me tiraste algumas dúvidas ou me relembraste matéria de matemática durante o caminho casa-escola e escola-casa, nem as tuas fabulosas imitações d’Os Gato Fedorento, nem os teus minutos de parvoíce, nem a forma como consegues ganhar a toda a gente o jogo do sério visto que és capaz de estar imenso tempo sem piscar os olhos e sem te rires façam o que fizerem à tua frente, nem o facto de tirares as pelezinhas dos lábios com os dedos, ao contrário de mim, que tiro com os dentes,... Sim, é aqui que se vê como é tão bonita a amizade porque é cheia de coisas simples, mas boas. Coisas que naquele momento podem ou não ter grande importância, mas que nunca se esquecem.
Em coisas insignificantes é que um verdadeiro amigo se avalia.
(Camilo Castelo Branco)
Sabes que mais? Quem tem amigos como tu só pode ser amado e amar. Eu afirmo que te amo como tua amiga que sou, porque amar é tudo aquilo que ambos vivemos juntos, é a partilha. Não se diz só que se ama um namorado ou os pais ou os irmãos. Amor é um sentimento bom e forte que se nutre por outra pessoa devido àquilo que é interiormente, fazendo-nos ter um carinho especial e querer o Bem para aquela pessoa. Por isso, sem exagero, digo aquilo que nunca disse a nenhum amigo, é que te amo.  Não me esquecerei de todas as manhãs que caminhei ora ao teu lado, ora à tua frente, ora atrás de ti no caminho para a escola, em que umas vezes íamos calados a ouvir música e outras vezes íamos a conversar sobre diversos assuntos. Nunca me esquecerei das tuas caretas ou das vezes em que, sem nada fazeres, me ria largamente sem motivo aparente. Toda esta cumplicidade, toda esta amizade foi para mim muito especial e é por isso que fico muito triste com esta mudança da tua família. Desejo que esta carta não seja a última lembrança minha depois da tua partida pois não quero perder-te o rasto. Espero que fiques bem na tua nova casa, que evoluas muito e te tornes nalgo bom que queiras. Se eu tiver sido importante para ti não me esqueças porque eu também não te esquecerei. Obrigada por tudo, de verdade. Um grande abraço amigo. Até qualquer dia.

As pessoas realmente ligadas não precisam de ligação física. Quando se reencontram, mesmo depois de muitos anos afastados, sua amizade é tão forte quanto sempre.
(Deng Ming-Dao)