sábado, 11 de junho de 2011

Para ti, Diogo

Amizade - Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles. (Adam Parfrey)

Olá querido amigo,
Quero para já dizer que esta não é uma carta de Adeus. Escrevo esta carta porque não quero deixar passar em branco todo o sentimento que tenho por ti. Vais partir para longe (considerando que não é assim com tanta facilidade que podemos deslocar-nos de um local ao outro, como se fosses apenas mudar de  freguesia ou de concelho) e eu sei que tão cedo não nos veremos, mas espero muito sinceramente voltar a ver-te e conversar pessoalmente contigo.  Eu sei que te pode parecer um pouco desnecessário deixar-te isto (que espero que guardes “religiosamente”) mas quero mesmo deixar escrito aquilo que acho de ti e o quão importante foste e és para mim.  Conhecemo-nos no 8º ano e eu nunca pensei que viesse a ficar tão triste por te perder de vista. Só no 9º ano nos começamos a conhecer melhor e o culminar de uma amizade tão grande viria a cumprir-se no 10º. Agora, prestes a passar para o 12º, vejo-me a “perder” um amigo que muita falta me faz. Há quatro anos lectivos que convivo contigo e este tempo foi o bastante para considerar que foste o melhor amigo que alguma vez tive.  Todos os dias que passamos juntos contribuíram para esta enorme consideração que te tenho. Decerto que ainda te lembras do dia em que o meu pai te pregou um pequeno ralhete por me puxares a mochila enquanto atravessávamos a rua... Que ironia relembrar que o meu pai não tinha apreciado nada o que viu e me disse que não gostava muito que andasse com colegas assim, pois com o tempo isso foi contrariado. Cada vez me fui dando mais contigo, sendo mais próxima e por conseguinte nos tornámos os bons amigos que hoje somos. Tenho muita estima por esta amizade e considero que talvez nunca te tenha dado tanto como tu me deste a mim. Nunca nenhum amigo conseguiu aquilo que consegues tantas vezes, arrancar de mim um sorriso. É incrível que, esteja eu triste ou zangada e não querendo  sorrir, tu consigas ou com um olhar ou com uma palavra, fazer-me sorrir, por vezes até de forma rasgada. És um bom companheiro e é fácil de se conversar contigo. Mesmo sobre coisas que não sei, nunca me chamaste burra e sempre te dispuseste a explicar-me e falar sobre coisas das quais não estou a par. Tu integras as pessoas, não as afastas. Por vezes, quando não sabia se estava bem vestida  e se estaria parola, pedia-te uma opinião, mas tu nunca ma deste. Dizes que não ligas a essas coisas e para ti as pessoas estão sempre bem vestidas, não interessa o que estejam a usar. Para uma rapariga qualquer fútil isto poderia constituir um “defeito”, mas, no meu caso, atribuo-lhe um valor positivo que me marca e faz gostar muito da tua pessoa. Afastas os pensamentos negativos, pões as pessoas à vontade, esqueces pormenores que não são realmente importantes e fazes com que nos sintamos pessoas com valor e o que interessa é a companhia. Sempre me esclareceste dúvidas que tinha sobre diversas matérias quando soubeste. Sempre esperaste por mim quando fosse preciso em diversas situações, assim como eu por ti. Há coisas simples que nunca me sairão da cabeça, como aquelas poucas vezes em que ao nos separarmos no caminho para casa cantarolávamos a música do James Blunt “Goodbye my lover, goodbye my friend. You have been the one, you have been the one for me”,  e as vezes em que me tiraste algumas dúvidas ou me relembraste matéria de matemática durante o caminho casa-escola e escola-casa, nem as tuas fabulosas imitações d’Os Gato Fedorento, nem os teus minutos de parvoíce, nem a forma como consegues ganhar a toda a gente o jogo do sério visto que és capaz de estar imenso tempo sem piscar os olhos e sem te rires façam o que fizerem à tua frente, nem o facto de tirares as pelezinhas dos lábios com os dedos, ao contrário de mim, que tiro com os dentes,... Sim, é aqui que se vê como é tão bonita a amizade porque é cheia de coisas simples, mas boas. Coisas que naquele momento podem ou não ter grande importância, mas que nunca se esquecem.
Em coisas insignificantes é que um verdadeiro amigo se avalia.
(Camilo Castelo Branco)
Sabes que mais? Quem tem amigos como tu só pode ser amado e amar. Eu afirmo que te amo como tua amiga que sou, porque amar é tudo aquilo que ambos vivemos juntos, é a partilha. Não se diz só que se ama um namorado ou os pais ou os irmãos. Amor é um sentimento bom e forte que se nutre por outra pessoa devido àquilo que é interiormente, fazendo-nos ter um carinho especial e querer o Bem para aquela pessoa. Por isso, sem exagero, digo aquilo que nunca disse a nenhum amigo, é que te amo.  Não me esquecerei de todas as manhãs que caminhei ora ao teu lado, ora à tua frente, ora atrás de ti no caminho para a escola, em que umas vezes íamos calados a ouvir música e outras vezes íamos a conversar sobre diversos assuntos. Nunca me esquecerei das tuas caretas ou das vezes em que, sem nada fazeres, me ria largamente sem motivo aparente. Toda esta cumplicidade, toda esta amizade foi para mim muito especial e é por isso que fico muito triste com esta mudança da tua família. Desejo que esta carta não seja a última lembrança minha depois da tua partida pois não quero perder-te o rasto. Espero que fiques bem na tua nova casa, que evoluas muito e te tornes nalgo bom que queiras. Se eu tiver sido importante para ti não me esqueças porque eu também não te esquecerei. Obrigada por tudo, de verdade. Um grande abraço amigo. Até qualquer dia.

As pessoas realmente ligadas não precisam de ligação física. Quando se reencontram, mesmo depois de muitos anos afastados, sua amizade é tão forte quanto sempre.
(Deng Ming-Dao)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tu...F_ _ _ _ _

Não fujas de mim. Por favor, tu, tão desejado, não me deixes na sombra do dia, porque me sentirei deslocada da normalidade. Leva-me avante, sempre acompanhando o teu antecessor. E este, que me seja feliz e me traga prosperidade para que assim sejas meu.
Não me deixes no Passado, Futuro.


Frases minhas...

Every day makes one another.

domingo, 1 de maio de 2011

Tenho uma pergunta a fazer...

Sabes? Se não sabes, quero dizer-te que és parte de mim. E essa parte que és de mim, é uma muito importante, porque é daquelas que mais quero preservar. És das partes de mim pelas quais darei tudo para nunca perder custe o que custar.
És uma parte que é várias partes. És a chave que abre o meu coração; és o espelho que me vê seja de qual for a forma que eu me apresente à sua frente, pois é nele que me quero ver reflectida e é ele aquele que escolho para me ver quando não tiver a certeza de que estou bem; és a parte que me ouvirá muitas vezes em desabafos meus e és a parte que eu quero ouvir no meu pensamento ou através dos ouvidos; és a parte que me dá conforto; és a parte que me dá conselhos; és a parte que me activa as hormonas do positivismo; és a parte que me faz seguir em frente, mas que também me faz parar no tempo; és a parte que me dá coisas que eu não tenho e a parte que me deixa retribuir com o que eu posso dar que te esteja em falta. És então a parte que me completa e eu não quero ficar sem ela porque querê-lo seria cantar metade de uma canção. Por isso, mantém-te unido a mim como que de mãos dadas mesmo à distância, pois assim seguiremos de certeza o mesmo caminho e eu posso ser  completa .

Obrigada.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Rodapé


De entre alguns significados apenas um se desmistifica desenhando-se no emaranhado de estradas cilíndricas que possuo na cabeça.
Quero lá saber das pequenas notas esclarecedoras que aparecem na TV ou numas folhas quaisquer. E que interesse haverá numas simples abas cortinadas que pendem das bordas de uma cama até ao pavimento, só porque se movem quando o vento as toca? Elas não o sentem, nem nada sentem por ele, não vivem. Eu vivo.
Cheguei. Cheguei ao local da estrada cilíndrica que pretendia.
Ao cabo desse pedaço de madeira, no fundo dessa parede esquinada, espero encontrar-te. Sabes porque não quero saber das tais notas esclarecedoras? Porque...
Basta eu me sentir forte para descobrir tudo aquilo que necessito conhecer...e...”que tem isto a  ver?” tu perguntas. Eu digo-te que conhecer-te é aquilo que me traz mais força, é este o meu porquê.
Eu não preciso daquelas notas porque, conhecendo-te tão bem, ah e como eu gosto daquilo que sei... , não tenho falta de qualquer esclarecimento. Só olhar p’ra ti, digas tu o que disseres, o que não disseres, eu sei sem ter lido qualquer nota de rodapé.



(quem não perceber este texto, tem aqui a sua devida explicação: