segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Porque és tão especial

- O que viste em mim para gostar de mim? nhão tenho nhada de especial...


- Tens...Tens muita coisa de especial,
Porque me fazes sentir amada, querida,
Porque aconteça o que acontecer no meu dia
Quando estou contigo estou bem
E sorrio mesmo que haja tristeza interior por alguma coisa
És a pessoa que quero e necessito ter ao meu lado quando estou mal
Nos piores momentos, mesmo que gostemos muito dos nossos amigos
É como se os pudéssemos dispensar
Ou como se fosse indiferente
O que quer que fosse que eles fizessem
Para nos tentar fazer sentir melhor,
Mas contigo
Isso não é assim.
É amor,
Porque amo os meus pais
E quando estou mal,
Quando uma criança está mal,
Apesar de se calhar os pais não conseguirem fazer nada
É como se a presença deles melhorasse alguma coisa
E contigo, não sendo uma relação de progenitor,
É um amor diferente
De cumplicidade,
De carinho,
De união,
De entendimento,
Inter-ajuda...
Tudo junto
Em olhares,
Em toques,
Em palavras...
E tudo isto é o que sinto por ti.
E é querer-te bem
E que nada de mal te aconteça
Acima de qualquer circunstância.
É isso que tens de especial
Gostares tanto de mim e fazeres-me gostar tanto de ti
E eu saber que posso confiar nesse sentimento.
Continuas a achar que não tens nada de especial? :3

Dá-me...

Dá-me...
Dá-me isso que tens aí,
Abaixo do teu nariz.
Esses lábios carnudos que quero sentir...
Com o cheiro da tua boca...
O toque da tua língua...
O carinho do teu sentimento por mim.
Dá-me tudo isso,
Num beijo só.
Dá-me.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Amor à primeira vista? (Love at first sight?)

Certamente não é este um tema de que nunca tenham, pelo menos, ouvido falar. Não é algo que nunca tenha acontecido na cena de alguns filmes. Não é também algo que não tenha opiniões diversas e por isso, decidi publicar a minha OPINIÃO sobre este assunto (a qual apoio a 100% sem margem para dúvidas que é a correcta, digam-me o que disserem!).
Portanto, recapitulando, é sobre 'amor à primeira vista' que irei explanar.
Em primeiro lugar, para se afirmar que existe amor num primeiro contacto com alguém é preciso saber o que é o AMOR. Posto isto, será o amor uma atracção física? Somente isso não! Nunca. Nem metade da percentagem lhe pertence, digo eu.Agora eu pergunto, quando vemos pela primeira vez alguém, qual é a única coisa que vemos? O seu exterior. Até podemos ficar com uma ideia de como a pessoa poderá ser interiormente e essa ideia, quem sabe, até poderá estar certa, mas trata-se de um mero acaso.
Eu não vou desenvolver muito o que é (para mim) o amor pois já o fiz num outro texto aqui do blog, mas, o que posso dizer é que para amar alguém é preciso conhecê-la muito bem. Muito bem mesmo. E agora alguém pode pensar "Então e quando alguém ama alguém e depois vem a descobrir que essa pessoa só lhe mentia e que na verdade nunca a chegou a conhecer verdadeiramente?". Não é muito difícil de responder. Para amar temos de conhecer, mas, a pessoa não sabe que o Outro não é assim como faz parecer aos olhos de outrém, logo, a pessoa ama 'aquilo' que pensa conhecer. Na verdade, se conhecer o verdadeiro âmago do Outro, poderá deixar de o amar pois as novas características que lhe são atribuídas não satisfazem o ser da pessoa podendo até desiludi-la. Assim, penso que está claro que a minha opinião quanto a este assunto é de que o amor não existe num primeiro contacto visual com o Outro. Amar é muito mais profundo, vai muito mais além do que aquele primeiro olhar cúmplice, do que aquela aparência atractiva e desejável, do que aquela simpatia inicial. Vai muito mais além disso tudo. Vai ao âmago do Outro. É conhecer bem a outra pessoa, gostar do que conhece na sua maioria (não significa que seja na totalidade, pois quem ama verdadeiramente consegue ver também os lados menos bons do Outro). Amar é querer estar com aquela pessoa o tempo todo e isso significa apenas saber que a presença do Outro está ali. Quer seja físicamente, num momento a sós ou acompanhados, quer seja à distância mas ouvindo a sua voz ou mesmo vendo. É querer o bem para o Outro. Amar é ser generoso, muitas vezes mais do que connosco próprios.
Se amar é tudo isto, como pode haver amor à primeira vista? Simplesmente não há. Nunca, em qualquer geração. E digo isto porque, para mim, nada tem a ver com as novas ou antigas gerações. O conceito do amor não alberga algo tão objectivo quanto isso. Portanto, aqui o problema é algumas (ou muitas) pessoas confundirem Amor com
Atracção que posteriormente CALHA de até dar em amor. É isto. É isto que as pessoas confudem por ignorância ou esquecimento...talvez falta de pensamento. Por pouco pensarem as pessoas nas coisas, não há agora outros Einsteins, Newtons, Aristóteles, Darwins e por aí fora...Ou não. Às vezes pensar demais também não é bom. «Tudo o que é demais, é moléstia.» Mas, se eu digo tudo isto aqui, se as pessoas têm opiniões, é porque pensam. Já dizia Descartes "Eu penso, logo existo.". Eu existo e toda a gente existe. Façam dessa existência uma verdadeira existência. Questionem. Abram horizontes. Vejam o âmago das coisas. Não existe amor à primeira vista. Mas pode existir uma atracção numa primeira vez que se vê alguém e, mais tarde, depois de conhecer essa pessoa, essa atracção tornar-se num sentimento mais forte e inabalável - o amor.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Tristeza Feliz de Uma Adolescente

Aqui, em qualquer lado da casa, vou vagueando no espaço, intercalando obrigações e sentimentos, olhando para tudo à minha volta, dando um pouco de mim àqueles que precisam e, no entanto, dando exactamente muito pouco. Não sei o que se passa. Tento iniciar uma procura neste motor de busca mental, mas derreto-me em lágrimas quentes por incapacidade de encontrar as respostas que procuro. Adolescência. Muito provavelmente é esta a chama envolvente e ardente que me enche a cabeça de coisas que eu não sei. Sofro sem ter pelo que sofrer, choro sem ter uma cebola em frente aos meus olhos lacrimejantes. Não tenho fome, não tenho vontade de fazer nada e ao mesmo tempo tenho vontade de fazer tudo. De ser feliz, de soltar a voz reluzente para uns ouvidos quaisquer, de movimentar o meu corpo de forma harmónica em jeito de exprimir o âmago da minha alma, de esticar os meus lábios em direcção às minhas bochechas, de oferecer o que tenho p'ra dar ajudando a minha família nas tarefas frequentes do dia-a-dia. Quero fazer planos para o amanhã. Quero ter força. Quero saber o que será bom para o futuro. Sinto como se estivesse perdida. Como se tudo o que ando a fazer seja pura e complicadamente em vão. E se eu chegar lá à frente, àquela altura... e ...
Eu não quero. Eu não suporto a ideia de fazer tudo em vão e chegar apenas a um patamar que não pedia um caminho tão longo.
Mas eu sei que não é só por isto que verto lágrimas constante e inesperadamente a qualquer altura. Há mais algo. Tento suster esta pequena porção de água e outros componentes que tentam chegar ao meu lado exterior, mas nem sempre tem efeito. E teimo comigo mesma para descobrir o que me faltará, o que estará mal. Porém não consigo ver através desse vidro. Não sei como, mas parece que lá foi parar uma folha de alumínio tão bem colada que só me vejo a mim mesma. É por isso que não consigo encontrar a resposta. Não consigo vê-la. Só me vejo a mim mesma exteriormente, embora quisesse ver o outro lado. Como esse vidro se terá tornado num espelho eu não sei. Se pudesse, retirava essa folha cinzenta que lá foi parar.
Tristeza feliz. Tenho uma tristeza feliz porque, no fundo, de que sofro eu? Quantos milhões de pessoas não estão neste momento a sofrer a vivo sofrer?! E eu aqui nesta futilidade meia compreensível que foi trazida pela idade. Mas há que ultrapassar. Por isso escrevo desenfreadamente tentando acompanhar com a escrita as minhas ideias para soltar esta trama. E alivio-me...
A certa altura, começo a olhar para o meu texto, não só como um desabafo sofrido, mas como uma obra de expressão para leitura de qualquer um e em que se pode denotar todas as metáforas e contradições que muito facilmente me foram saindo devido à intensidade com que soltei o meu interior. E no fim, tudo são apenas...palavras.

domingo, 14 de novembro de 2010

Irrita-me

Às vezes olho para as raparigas e não me identifico como sendo uma delas. Há determinadas situações que me irritam...Porquê inferiorizarmo-nos? Mas o pior é que o fazem inconscientemente. Imaginem algo que habitualmente é de fácil domínio por parte dos rapazes, mas difícil para as raparigas. Todas as coisas, para
serem bem feitas, necessitam de treino e práctica. Passando a um exemplo concreto...se os próprios rapazes que conseguem dominar muito bem uma bola fazem treinos, porque hão-de ser as raparigas especiais ao ponto de não precisarem de treinar? E dizem elas indignadas mas com ar de riso como se aquilo fosse uma
mera brincadeira: "Nós não queremos estar a fazer uns simples passes", "Os rapazes estão a fazer uma coisa mais divertida!", "Que seca!", "Nós queremos é jogar à bola...fazer jogo e não estar aqui a fazer só passes...". Será que estas ignorantes já repararam que o exercício que os rapazes estavam a fazer era
bem mais complicado do que o que nos foi mandado? Mas será que aquelas coisas irritantes e convencidas não se aperceberam que se nem conseguem sequer passar uma bola em condições, muito menos conseguiriam fazer o exercício que os rapazes se encontravam a fazer? Já agora, a actividade deles era não só de passe mas também de manobra e colocação de bola. Estavam dois a três rapazes de cada lado, em campos curtinhos, divididos com uma mesa no meio. O objectivo era passarem a bola para o campo adversário por cima da mesa e tentarem que estes não conseguissem enviar a bola para o campo contrário. Upss... pois é... não tinham ainda reparado bem nisso, pois não? O exercício deles era mais difícil. Exigia não só saber passar uma bola, como também manobrá-la bem, saber receber, saber colocar a bola no campo adversário, tudo isso. E o vosso exercício meninas? Qual era? Passarem a bola umas para as outras e nem isso conseguiam fazer bem. Por amor de Deus! Eu, que até sou agnóstica, vejo-me obrigada a chamar por "Ele". É que indigna tanto ver coisas destas. Ainda assim, foi-vos feita a vontade. E então, que é desse jogo? Chuta-se com mais força do que é necessário para o tamanho que o campo tem, faz-se um passe e a seguir já é pretexto para um abanar de ancas e mais uma cantarolada. Aquilo parece tudo uma brincadeira! E eu pronto... tenho que me sujeitar a parecer tão estúpida como elas porque fala a voz da maioria. Eu não quero dizer que "vocês não prestam, não sabem fazer nada, eu sou melhor e por vossa causa passo por não saber". Nada disso. Quanto a jogar futebol não me posso contentar em dizer tal coisa porque não é verdade. Não sou das piores, mas também não jogo propriamente bem. O que me distingue é que, pelo menos, tenho a humildade em assumir que não sou boa nessa variante do desporto e não me importava de fazer uns meros passes ainda que parecesse ridículo fazer algo aparantemente simples (e que o é) e que não era tão entusiasmante, mas... paciência. Se tinha de ser porque não sabíamos fazer melhor, que assim fosse. Olhando para o campo, mesmo não sendo eu a fazer aquelas figuras, era como se fosse. eu sou rapariga, vocês são raparigas. Só me passava pela cabeça VER-GO-NHA. Pensava: "Que raio é aquilo?!" , "O que é que elas estão para ali a fazer??" "Enfim."