Ler é explorar um oceano ou qualquer outro subsistema da Terra. Embora possamos estar parados num sítio e a ler palavras que formam frases e que, por sua vez, formam textos, só isso pode levar-nos a variadas experiências por que talvez nunca venhamos a passar.
É possível aprender com a leitura e conhecer as experiências do escritor ou simplesmente enriquecer a nossa imaginação. O escritor é uma pessoa generosa. Partilha connosco o seu saber, os seus sentimentos, a sua imaginação. É este o poder da leitura. É a partilha e a descoberta de quem somos. Ao lermos vários estilos de histórias na iniciação da leitura na nossa vida, apercebemo-nos do (s) tipo (s) de livro que mais apreciamos ler e, só aí, já tiramos alguma conclusão.
Ler não é apenas ler como quem está no 1º ano a aprender a ler, ou seja, não é apenas ver as palavras e lê-las. Desta forma, não valeria a pena ler. A leitura é ler e compreender. É olhar e ver, não é aquele olhar infinito sem ver nada em concreto.
A leitura proporciona a retenção de todos os movimentos do mar agitado de palavras. É este o seu ser. A leitura deixa-nos um legado importante para o presente e para o futuro, é o material genético de uma história qualquer.
(este texto foi escrito por mim numa composição de um teste de português de 10º ano do ano lectivo que passou)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Cheia de Nada
Tenho um vazio
Um vazio profundo
Mas se está vazio este mundo
Como saem estas palavras?
Acho que afinal tenho uma cheia…
Uma cheia como aquelas que vemos
Atormentar milhares de pessoas.
Afinal não estou vazia,
Estou cheia…
Cheia de amor, cheia de amizade,
Cheia de curiosidade, cheia de ansiedade,
Mas cheia da “solidão” destas poucas horas.
Assim, sou como todas as outras pessoas
Esta cheia também me atormenta
Só que não rebenta…
Acho que se assemelha a um balão.
Por vezes vazia,
Depois, noutras alturas…
Começa a inchar, a inchar
Até estar cheia
Mas nunca chega a rebentar.
A seguir fico a sonhar
E escrevo isto…
Tento esvaziar a cheia
Mas fica difícil
E nem sempre o ar sai
E então vem a parte em que se cai.
Cai-se na tristeza.
Estar deprimida
Aparentemente sem razão
E eu pergunto:
“Então? Paras ou não?”
E eu respondo:
“Ok, eu paro agora.”
(escrito a 10/07/2009)
Um vazio profundo
Mas se está vazio este mundo
Como saem estas palavras?
Acho que afinal tenho uma cheia…
Uma cheia como aquelas que vemos
Atormentar milhares de pessoas.
Afinal não estou vazia,
Estou cheia…
Cheia de amor, cheia de amizade,
Cheia de curiosidade, cheia de ansiedade,
Mas cheia da “solidão” destas poucas horas.
Assim, sou como todas as outras pessoas
Esta cheia também me atormenta
Só que não rebenta…
Acho que se assemelha a um balão.
Por vezes vazia,
Depois, noutras alturas…
Começa a inchar, a inchar
Até estar cheia
Mas nunca chega a rebentar.
A seguir fico a sonhar
E escrevo isto…
Tento esvaziar a cheia
Mas fica difícil
E nem sempre o ar sai
E então vem a parte em que se cai.
Cai-se na tristeza.
Estar deprimida
Aparentemente sem razão
E eu pergunto:
“Então? Paras ou não?”
E eu respondo:
“Ok, eu paro agora.”
(escrito a 10/07/2009)
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A Poesia Nasce No Céu
Olhando para o céu
Sinto-me livre
Balançando-me sobre o vento
Que nem um véu fugido
Que esvoaça pelos ares
Sem se saber para onde terá ido.
Olhando para o céu
Sinto que tenho poder
Porque o céu é grande
E transmite-nos a sua grandeza.
Mostra-nos, diz-nos
Que podemos reter a amargura
De um dia nos arrastarmos pelos cantos
Sem saber o que fazer.
Os grandes olham em frente,
Olham p’ra cima.
E quando olho o céu,
Obviamente eu e toda a gente que olhar
Sabe e saberá
Que está ou que estará
A olhar para cima.
E é aí e é assim,
Que olhando para o céu
Me sinto grande
E tudo quanto é mais âmago em mim
É tão doce e tem tanta simplicidade
Como uma flor de jasmim.
E é aí e é assim
Que me sinto forte,
Que sinto que sou muito melhor
Do que aquilo que eu própria possa pensar.
E é aí e é assim
Que me transformo,
Que me torno num ser quase igual,
E por isso quase perfeito,
A um, a outro e a outro…
É aí e é assim
Que me torno quase igual
A todos os seres irracionais,
Os animais
Que são leais,
Mas que por o serem
Não deixam, qualquer um deles,
De ter o seu poder.
Estes seres são únicos,
São os melhores que podem existir.
São lindos,
Poderosos,
Inteligentes,
Majestosos,
Imponentes,
Leais,
Persistentes,
Fiéis.
E eis que aqui declaro
O quanto acho que são importantes
Estes animais
Que vivem neste mundo
Onde o único selvagem
Não é o animal que vive na selva por sua conta
Mas sim, o Homem
Que a cada dia
Muitos animais na sua “lista” desconta.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Citações de outras autorias
Subscrever:
Mensagens (Atom)




